Essência
A verdadeira satisfação do homem não está nas coisas visíveis, mas em ser alimentado pelo próprio Deus, por meio de Jesus Cristo, o pão celestial. A glória reservada aos filhos de Deus supera qualquer aflição presente, pois, ao serem declarados filhos, participam da plenitude do amor do Pai e da liberdade que só a glória de Deus pode conceder.
O ponto de partida
O questionamento de uma adolescente sobre a fome dos anjos e a promessa de uma mesa no céu levou à busca nas Escrituras pela resposta. Salmo 78:25 foi lido, mostrando que o povo comeu o “pão dos poderosos” ou “pão dos anjos”, abrindo caminho para entender o alimento celestial e sua relação com a humanidade de Jesus e o destino dos filhos de Deus.
Desenvolvimento da Palavra
O alimento celestial e a humanidade de Cristo
A reflexão começa com a diferença entre o alimento dos anjos e o alimento terreno. Os anjos, descritos como poderosos, não sentem fome como os homens, pois não têm necessidade de Deus como os humanos têm. O homem, criado à imagem de Deus, buscou saciar-se com o fruto proibido, gerando uma necessidade interior que só pode ser preenchida pelo próprio Deus.
Jesus é apresentado como o grão de trigo que, ao morrer, produz muito fruto (). O trigo representa sua humanidade e morte, enquanto a cevada, mencionada na multiplicação dos pães, simboliza sua ressurreição. Assim, o verdadeiro alimento do homem é Cristo, o pão do céu, que sustenta e dá vida. A terra prometida, descrita em Deuteronômio 8, é uma figura da abundância espiritual: terra de trigo, cevada, vides, figueiras, romeiras e oliveiras, cada elemento apontando para aspectos da obra de Cristo e do fruto do Espírito.
O azeite, fruto da oliveira, simboliza o Espírito Santo dado à igreja após a glorificação de Jesus, capacitando o crente a produzir fruto. O mel, essência da vida vegetal, representa a doçura do Senhor, acessível apenas pelo Espírito. Sem essa doçura, falta o amor necessário para relacionamentos e para a vida cristã. O amor de Deus é descrito como devastador, capaz de destruir o ego e transformar o coração, pois foi esse amor que levou Cristo à cruz.
O processo de amadurecimento e a glória dos filhos de Deus
O desenvolvimento do amor de Deus no crente é progressivo. Jesus, após ser negado por Pedro, questiona se ele o ama com amor ágape, um amor que só se torna real após a descida do Espírito Santo. O conhecimento do Pai se aprofunda, passando de uma notícia comunicada para uma relação íntima, onde o Espírito clama “Abba, Pai”.
O propósito desse conhecimento é que o amor com que o Pai ama Jesus esteja nos crentes, tornando-os semelhantes a Cristo. Assim, ao final da jornada, Deus declarará publicamente quem são seus filhos, conferindo-lhes uma identidade superior à dos anjos. mostra que Jesus foi declarado Filho de Deus com poder após a ressurreição, e Romanos 8 revela que toda a criação aguarda a manifestação dos filhos de Deus, pois a glória deles trará libertação à criação.
A experiência do maná no deserto ilustra a incapacidade do homem de valorizar o alimento celestial quando está preso aos desejos terrenos. O maná, figura de Cristo, era desprezado porque o povo não reconhecia sua verdadeira natureza. Hoje, a revelação de Jesus Cristo permite compreender que toda a Escritura aponta para Ele como o único alimento que satisfaz.
A confissão da fé e a expectativa da manifestação
A palavra de Deus é criadora: assim como Deus disse e viu o que disse na criação, o crente é chamado a confessar e profetizar a palavra, crendo que verá o cumprimento do que fala. A fé é essencial, especialmente nos tempos finais, quando será atacada e muitos serão enganados. A confissão do nome do Senhor e a concordância com Deus trazem à existência o que se espera.
O centurião reconheceu a autoridade de Jesus e creu que uma palavra sua seria suficiente para curar. Da mesma forma, a igreja é chamada a exercer fé, confessando a verdade e louvando ao Senhor com entendimento. O louvor dos passarinhos, mesmo sem espírito, serve de exemplo para o homem, que tem plenas capacidades para adorar a Deus em espírito e em verdade.
A manifestação dos filhos de Deus será pública e gloriosa, diante de toda a criação. A glória revelada neles será a libertação da escravidão do pecado, pois filho não pode ser escravo. Jesus se fez servo para libertar os homens, tornando-os filhos por meio de sua obra.
Nossa resposta ao Senhor
A ministração conclui com uma oração fervorosa, clamando para que o Senhor toque cada coração, cure feridas, regenere pelo Espírito e conquiste completamente o coração do seu povo. O apelo é para que todos confessem, louvem e reconheçam Jesus como o único Deus verdadeiro, desejando ser declarados filhos de Deus e viver para sua glória.
Para guardar
- O verdadeiro alimento é Cristo, o pão do céu, que satisfaz plenamente.
- O amor de Deus, derramado pelo Espírito, transforma e amadurece o crente.
- A confissão da palavra e a fé conduzem à manifestação da glória dos filhos de Deus.