Essência

A glória de Deus se manifesta onde Ele é desejado e reconhecido, e o propósito supremo da igreja é ser cheia do Espírito Santo para cumprir a missão de anunciar Cristo. A habitação do Senhor não é mais em templos feitos por mãos humanas, mas em corações que se esvaziam de si mesmos para serem cheios da Sua presença. A verdadeira vida cristã é marcada por ações de graças, amor ao Filho e submissão ao governo do Espírito.

O ponto de partida

O retorno à comunhão com os irmãos é apresentado como um lugar de consolo e refúgio em Cristo. Surge a expectativa de um avivamento, especialmente em Curitiba e no país, e a pergunta central: o que falta para que isso aconteça? O texto-base se encontra nas palavras de Jesus após a ressurreição, quando orienta os discípulos a permanecerem em Jerusalém até serem revestidos de poder do alto, conforme relatado em Lucas 24 e Atos 1.

Desenvolvimento da Palavra

O mover da glória e o propósito do Espírito

A glória de Deus se move onde o Seu trono está. Desde o Éden, passando pelo tabernáculo e o templo de Salomão, a glória do Senhor se manifestou em lugares preparados em obediência ao Seu modelo. No tabernáculo, quando a glória encheu o lugar, ninguém pôde permanecer ali; o mesmo ocorreu no templo. Isso revela que, quando Deus habita, a carne precisa sair. O Espírito Santo vem para mortificar as obras da carne, e só assim o crente pode andar em glória, pois quem anda na carne está em vergonha diante de Deus. A escolha é clara: permanecer cheio de si mesmo ou ser cheio do Espírito.

O Senhor criou um povo para Sua glória, e o desejo de Deus é compartilhar essa glória com homens pecadores, convertendo seus corações. O novo nascimento abre os olhos e ouvidos do coração para ver e ouvir o Senhor Jesus, tornando-O o verdadeiro Pastor das ovelhas. A segurança da salvação é destacada: as ovelhas de Cristo ouvem Sua voz, Ele as conhece e lhes dá vida eterna, sem que pereçam. O relacionamento com o Pai é de prazer e confiança, não de medo.

O esvaziamento do eu e a plenitude do Espírito

A revelação de Jesus Cristo não é apenas consolo, mas também traz amargor, pois exige a morte do ego. A vida gloriosa não é conquistada com mensagens doces, mas pelo alto custo de perder a própria vida. Deus é mais glorificado na morte do homem para si mesmo, assim como a morte de Lázaro serviu para manifestar a glória de Cristo. O sofrimento não deve ser evitado a qualquer custo, pois sem morte não há ressurreição. O propósito do Senhor é esvaziar o homem para enchê-lo de Si, como ocorreu no Pentecostes, quando a igreja foi cheia do Espírito Santo e o reino de Deus se tornou visível em sua forma celestial.

O reino de Deus não é como os reinos deste mundo, governados por homens, mas é o governo do Espírito Santo sobre cada crente. Quando o Espírito governa, não há divisão, queixa ou murmuração, mas submissão mútua. O Espírito Santo é dado àqueles que obedecem, e o selo do Espírito é a marca de propriedade de Deus. A condenação não vem apenas do pecado, mas da rejeição daquele que tira o pecado do mundo. Em Cristo, tudo é restaurado, e a reunião dos irmãos é motivo de alegria, pois o pecado que separava foi removido.

O Cordeiro de Deus e a resposta de gratidão

A identidade de Jesus como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é central. João Batista testificou ao ver o Espírito repousar sobre Jesus, identificando-O como aquele que batiza com o Espírito Santo. Da mesma forma, o crente, ao receber o Espírito, é reconhecido como filho de Deus. afirma que, ao crer no Evangelho, o crente é selado com o Espírito Santo da promessa, tornando-se propriedade de Deus.

A resposta adequada a essa redenção é ações de graças. O Apocalipse revela toda criatura rendendo graças, honra, glória e poder ao Cordeiro. As orações e louvores devem começar com gratidão pela obra consumada na cruz. Temer ao Senhor é amar o que Deus ama e odiar o que Ele odeia, especialmente o pecado. Amar a Jesus é condição para que o Pai faça morada no crente, pois Deus habita onde é bem-vindo e honrado.

Nossa resposta ao Senhor

A entrega do coração ao Cordeiro de Deus é o chamado final. Quem ainda não creu ou não entregou sua vida a Jesus tem a oportunidade de fazê-lo. Aos que já creem, cabe reconhecer e honrar a glória do Senhor Jesus, oferecendo ações de graças e declarando a unidade conquistada por Ele. A exortação é para que cada um procure um irmão e declare essa verdade, celebrando juntos a vitória da cruz.

Para guardar

  • A glória de Deus remove a carne e governa onde é desejada.
  • O Espírito Santo capacita e une a igreja para cumprir sua missão.
  • A resposta ao Cordeiro é gratidão, amor e entrega total.