Essência

A glória da igreja não se revela aos olhos naturais, mas está reservada para aqueles que suportam os combates e batalhas do tempo presente. A verdadeira grandeza da igreja é a grandeza de Cristo, manifestada por meio de sua morte e do mistério profundo que ela carrega. A aparência pode enganar, mas a justiça reta exige visão espiritual para enxergar o que está além da superfície.

O ponto de partida

A experiência pessoal do ministro ao deixar uma denominação grandiosa para reunir-se em um pequeno grupo revela que a igreja não é o que se vê externamente. O texto-base de , sobre a rainha de Sabá visitando Salomão, destaca que há alguém maior do que Salomão: Cristo.

Desenvolvimento da Palavra

A glória encoberta e a visão espiritual

A obra de Deus é marcada por uma glória que permanece encoberta aos olhos naturais. O apóstolo Paulo ensina que as aflições do tempo presente não se comparam com a glória a ser revelada. O julgamento pela aparência é insuficiente; é necessário julgar pela reta justiça, o que só é possível com visão espiritual. O ministro recorda sua experiência ao reunir-se em um subsolo simples, contrastando com a grandiosidade da denominação anterior. A simplicidade aparente não revela a verdadeira grandeza da igreja, que está além do visível. A grandeza da igreja é a grandeza de Cristo, e só é percebida por quem tem olhos espirituais.

A passagem de Mateus 12 sobre a rainha de Sabá ilustra essa busca pela sabedoria e grandeza. Ela viajou longas distâncias para ouvir Salomão, mas Jesus afirma que ali está alguém maior do que Salomão. O que se via em Salomão era apenas uma sombra de algo muito maior: Cristo. A rainha trouxe presentes, mas Salomão a superou em dádivas, assim como Deus nos supera em generosidade. O verdadeiro dadivoso é aquele que conhece o Dadivoso, e só quem se perde a si mesmo pode conhecê-lo.

A morte de Cristo: mistério e fruto

A morte do Senhor é o suporte de todas as nossas iniquidades. Sem ela, não seria possível estar na presença de Deus, nem ter comunhão com os irmãos. Jesus suportou tudo o que somos e levou sobre si nossas iniquidades. O ministro expressa que, diante da volta de Jesus, talvez corra ao seu encontro como um doido, mas questiona por que não ser “doido” por amor a Jesus agora. A morte de Cristo é um mistério profundo, como Paulo afirma em : aquele que se manifestou em carne, foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e recebido na glória. Jesus está glorificado porque passou por uma morte vergonhosa por nossos pecados.

O Salmo sobre as portas que se abrem para o Rei da glória é associado ao momento em que Jesus ascende ao trono, sendo contemplado pelos anjos. O Espírito Santo, fruto do pacto da morte de Cristo, habita em nós, guiando-nos em toda a verdade. A morte do Senhor tem implicações eternas e misteriosas, sendo chamada de “grande mistério” por Paulo também em Efésios, ao comparar o casamento com a união de Cristo e a Igreja. O ápice não está na vida natural, mas na comunhão com Cristo e sua Igreja.

O caminho da glorificação e a comunhão

Em , Jesus declara que a hora de sua glorificação chegou, mas coloca a cruz como caminho para essa glorificação. Se o grão de trigo não morrer, fica só; se morrer, dá muito fruto. Isaías 53 confirma que Jesus verá o fruto do trabalho de sua alma e ficará satisfeito. O fruto da morte de Cristo é a comunhão espiritual, simbolizada pelo pão e pelo cálice na mesa do Senhor. A comunhão com o corpo e o sangue de Cristo purifica a consciência e transforma a vida, levando à identificação com o corpo de Cristo.

A vida cristã consiste em anunciar experimentalmente a morte do Senhor até que Ele venha, morrendo cada dia para si mesmo e vivendo a vida de Cristo. Ele se identificou com nossa morte para que pudéssemos nos identificar com sua vida. O ministro conclui com uma oração de gratidão, reconhecendo que somos fruto da morte do Senhor e que devemos viver esse mistério diariamente.

Cristo revelado

Cristo é revelado como aquele que supera toda glória e sabedoria, sendo maior que Salomão e fonte de todas as dádivas. Sua beleza e grandeza transcendem qualquer aparência, e sua morte é o caminho para a glorificação e a comunhão espiritual. Ele é o grão de trigo que morreu para dar muito fruto, e sua obra nos permite experimentar a vida do Espírito.

Nossa resposta ao Senhor

A resposta é anunciar a morte do Senhor de forma experimental, vivendo cada dia a comunhão com seu corpo e sangue, morrendo para si mesmo e identificando-se com a vida de Cristo. A gratidão e a entrega são expressas na oração e no partir do pão, reconhecendo o mistério e a grandeza da obra de Jesus.

Para guardar

  • A glória da igreja está além da aparência, revelada pela visão espiritual.
  • A morte de Cristo é o suporte das nossas iniquidades e o caminho para a comunhão.
  • Devemos anunciar a morte do Senhor até que Ele venha, vivendo a vida de Cristo.