Essência
A glória do Senhor Jesus Cristo é o centro da revelação de Deus, sendo o ápice do ministério terreno de Jesus e a base para toda verdadeira maturidade espiritual. Conhecer e experimentar essa glória, revelada pelo Espírito Santo, conduz o crente a uma adoração mais profunda, uma vida de entrega e uma busca constante por intimidade com Cristo, reconhecendo-O como o único digno de toda honra e exaltação.
O ponto de partida
O desejo de crescer no conhecimento do Senhor e amadurecer espiritualmente motiva a busca pela revelação da glória de Cristo. O texto-base é Hebreus 9, que apresenta o sacrifício de Jesus como o serviço mais nobre e sublime, coroando Seu ministério com uma redenção eterna e incomparável.
Desenvolvimento da Palavra
O Sacrifício Supremo e a Glória Ministerial de Cristo
A glória de Jesus se manifesta de maneira única em Sua obra redentora. Hebreus 9 descreve como o Senhor entrou no santuário celestial, não com sangue de animais, mas com Seu próprio sangue, obtendo redenção eterna. Esse sacrifício não foi apenas substitutivo, mas também intercessório, permanecendo diante de Deus em favor da humanidade. O sangue de Jesus clama por perdão, diferentemente do sangue de Abel, que clamava por justiça. É por causa desse sangue que Deus ainda não destruiu a humanidade pecadora, pois o sacrifício de Cristo permanece diante do Pai, intercedendo pelos homens.
A obra essencial de Jesus foi a redenção, e Sua perfeição ministerial está nesse sacrifício único. Nenhum outro ministério pode ser comparado ao de Cristo, pois todos dependem desse sacrifício para servir a Deus. Hebreus 9:14 mostra que, para servir ao Deus vivo, é necessário ter a consciência purificada das obras mortas, não apenas das más, mas também daquelas que, embora pareçam boas, não são aceitas por Deus sem o sacrifício de Cristo. Assim, a verdadeira obra aceita é aquela realizada por fé no sacrifício perfeito de Jesus.
A Glória Moral e o Reino de Cristo
A glória de Cristo não se limita ao sacrifício, mas também se revela em Sua perfeição moral. Hebreus 4:15 destaca que Jesus foi tentado em tudo, mas sem pecado. Seu amor ao Pai era tão grande que preferiu morrer a desobedecer. Sua obediência foi plena, tornando-O o sacrifício perfeito, sem mácula, capaz de se oferecer em resgate por muitos. Como homem justo, Jesus cumpriu todas as exigências para ser o Salvador.
Além disso, Jesus nasceu para ser rei, como anunciado em Mateus 1:1 e reconhecido pelos magos. Embora não tenha reinado em Seu tempo terreno, Ele é o herdeiro legítimo do trono de Davi. O Salmo 145 descreve a glória de Seu reino, e a promessa de Sua realeza permanece. A glória pessoal de Cristo inclui Sua imortalidade e incorruptibilidade, aspectos que serão compartilhados com os que Nele creem, recebendo corpos glorificados.
Paulo, em 2 Coríntios 3 e 4, chama essa glória de “excelente glória”. O ministério do Espírito é ainda mais glorioso do que o ministério da lei, pois revela a justiça de Deus. As tribulações presentes são leves e momentâneas diante do peso eterno de glória que está reservado. O conhecimento dessa glória torna o sofrimento suportável, pois o que é eterno supera infinitamente o que é temporal.
A Revelação Progressiva da Glória e a Busca pela Verdade Completa
Jesus afirmou em João 16:12-15 que tinha muito a revelar, mas os discípulos não podiam suportar naquele momento. O Espírito Santo, ao vir, guiaria em toda a verdade, revelando a glória de Cristo. O Espírito não fala de Si mesmo, mas recebe do Filho e anuncia aos crentes, mostrando que toda a glória do Pai está na face de Jesus. Assim, a revelação de Cristo é a verdade completa, pois toda a Escritura converge para Ele.
Hebreus 1 mostra que Deus falou de muitas maneiras pelos profetas, mas agora fala pelo Filho, que é a expressão plena da verdade. A unidade das Escrituras está em Cristo, o centro de toda revelação. O Espírito Santo fortalece o homem interior para que Cristo habite plenamente, e o quanto Ele habita depende da entrega e sede do crente. Quanto maior o desejo por Cristo, mais o Espírito revela Sua glória.
Mateus 7:7-8 incentiva a pedir, buscar e bater, mostrando que Deus está disposto a se revelar àqueles que O desejam. Pedir está relacionado a dádivas, buscar a Deus e bater à intimidade. A porta está aberta para quem deseja uma relação mais profunda com o Senhor. O interesse e a busca determinam o quanto da glória de Cristo será revelado.
Adoração, Dignidade e o Círculo dos Adoradores
Há uma dor profunda ao perceber que a igreja, em geral, não tem reconhecido a dignidade de Cristo como Ele merece. Falta uma adoração verdadeira, um serviço que satisfaça o coração do Senhor. É necessário restaurar a adoração, para que Cristo seja altamente dignificado, reverenciado e obedecido. Os verdadeiros adoradores formam um círculo de amigos do Senhor, vivendo em um nível mais alto de vida espiritual.
O exemplo dos cristãos primitivos, que louvavam a Cristo como Deus e entoavam hinos de exaltação, revela a centralidade da adoração. Eles reconheciam Jesus não apenas como fonte de bênçãos, mas como o Deus digno de toda veneração. O chamado é para que a igreja atual ore e busque aprender a adorar o Senhor Jesus Cristo, exaltando-O eternamente.
Cristo revelado
Cristo é revelado como o sumo sacerdote perfeito, o sacrifício intercessório e o Rei legítimo, cuja glória excede toda comparação. Ele é a verdade completa, o centro e a unidade de toda a Escritura, e o único digno de adoração e reverência eterna.
Nossa resposta ao Senhor
A resposta é buscar uma adoração verdadeira, desejar intimidade com Cristo e permitir que o Espírito Santo revele cada vez mais da glória do Senhor, entregando-se plenamente e reconhecendo-O como o único digno de toda honra.
Para guardar
- O sacrifício de Cristo é único, eterno e intercessório.
- A revelação de Jesus é a verdade completa e o centro das Escrituras.
- A adoração verdadeira eleva a vida espiritual e honra a dignidade de Cristo.