Essência

A nova vida em Cristo é marcada por louvor, abundância e unidade. O Senhor espera que a nova criação viva de modo digno, cheia do Espírito, preservando a unidade e o amor entre irmãos. O mandamento de amar como Cristo amou é a evidência da verdadeira fé e do discipulado, sustentando a igreja no poder do Espírito e na esperança da volta do Senhor.

O ponto de partida

A ministração parte da alegria de experimentar a paz do Senhor, fruto da nova vida. A velha natureza não louva a Deus, mas a nova criação é chamada a louvar e viver como poema para Deus, conforme Efésios. O texto-base se desenvolve em João 13, onde Jesus institui o novo mandamento do amor.

Desenvolvimento da Palavra

A Nova Criação e a Vida Abundante

A nova criação é apresentada como um poema para Deus, resultado da obra de Cristo na cruz. A antiga natureza foi anulada, e agora só existe a nova criação diante de Deus. O Senhor prometeu buscar essa nova criação, e até lá, espera um comportamento digno dos crentes, tanto em Sua presença quanto em Sua ausência. Paulo exorta que a obediência deve ser mantida independentemente da presença física do Senhor, pois hoje Ele está ausente em corpo, mas presente pelo Espírito Santo.

A vigilância é fundamental, como ensina , 45-51. O crente não pode ser negligente ou acomodado, mas deve estar desperto, entendendo e vivendo a vontade de Deus. Efésios 4 reforça a necessidade de despertar do sono espiritual, compreendendo a vontade do Senhor e vivendo cheio do Espírito. O mundo precisa de vida, pois está morto em pecados e entendimento, mas o crente precisa de vida abundante, aquela que Jesus veio oferecer. A vida abundante é marcada por dinamismo, fluidez e plenitude do Espírito.

O crente que não busca essa abundância é negligente, acomodado, e faz vã a obra da cruz em sua conduta. A reunião dos santos é um encontro de vivos entre os mortos, pessoas ressuscitadas em Cristo. O servo fiel é aquele que vigia e serve, enquanto o mau servo é negligente, irreconciliável e não se deixa persuadir pela palavra. O reino de Deus se apodera por força, e é necessário buscar força no Espírito Santo para abraçar a palavra e viver a vida abundante.

Unidade, Amor e Simplicidade

A vida da igreja depende da unidade e do amor entre irmãos. Murmurações, queixas, ciúmes e invejas destroem a vida do Senhor na igreja, trazendo divisões e separações. O poder da igreja está na vida do Espírito, mas para isso é preciso tomar a cruz, renunciar a si mesmo e viver devotado ao Senhor. O exemplo da igreja de Éfeso, que queimou seus livros de feitiçaria e filosofia, mostra o valor de uma vida entregue ao Senhor.

É necessário resolver as diferenças enquanto estamos no caminho, parar de criticar e julgar, pois a obra de Deus é pesada e traz sofrimento. A família de Jesus chegou a pensar que Ele estava louco, mas o ministro deseja que todos sejam “loucos de amor” por Cristo. A sabedoria de Deus é loucura para os homens, mas é glória diante de Deus. Paulo exemplifica que a verdadeira sabedoria se manifesta na simplicidade e humildade, não em palavras de arrogância.

A esperança da volta do Senhor cresce, e o desejo de vê-Lo face a face é comparado à saudade. O testemunho pessoal do ministro revela que, mesmo rejeitando os crentes, foi batizado no Espírito Santo e transformado, experimentando uma vida cheia do Espírito e desejo de cantar e adorar. Qualquer crente pode ser cheio do Espírito Santo, não por mérito, mas por fé, e assim participar da glorificação de Cristo.

Relacionamento, Consciência e o Mandamento do Amor

A unidade deve ser preservada, e a reconciliação é o ministério do Espírito Santo na casa de Deus. O relacionamento entre irmãos deve ser por fé, não por vista, tirando o conhecimento segundo a carne. O problema dos crentes é que muitos não vivem o que creem, procedendo diferente da fé. A realidade é vida, e vida é Cristo; é preciso voltar para a palavra e para o Espírito.

O verdadeiro testemunho é viver mais do que se prega, como o perfume das flores, que exala naturalmente. Paulo andava com a consciência à luz da eternidade, buscando ser agradável ao Senhor, quer presente, quer ausente. A boa consciência é fundamental, mesmo em perseguição, sendo bem-aventurado ao sofrer sem culpa.

O exemplo de Cristo em João 13 é central: Jesus, sabendo que era Senhor de tudo, lavou os pés dos discípulos, ensinando humildade e instituindo o novo mandamento do amor. Esse mandamento foi dado após Judas sair, sendo um segredo para a igreja se proteger de enganos e permanecer unida em amor. A evidência do discipulado é amar como Cristo amou, sacramentado com Seu sangue na cruz.

Cristo revelado

Cristo é revelado como Senhor de todos, aquele que restaurou o reino de Deus no coração do homem. Sua humildade ao lavar os pés dos discípulos e instituir o mandamento do amor mostra o caminho da verdadeira glória e sabedoria. Ele é o exemplo supremo de amor, simplicidade e entrega.

Nossa resposta ao Senhor

A resposta ao Senhor é glorificar Seu nome, confessar de coração o valor da obra de Cristo, entregar-se completamente a Ele e ao irmão, vivendo o mandamento do amor e preservando a unidade. Antes de tomar o cálice e o pão, é momento de confissão e gratidão pela obra do Senhor.

Para guardar

  • A nova criação é chamada a viver em louvor e abundância de vida.
  • O mandamento do amor é a evidência do discipulado e da unidade.
  • A vida cheia do Espírito é o caminho para glorificar Cristo e preservar a igreja.