Essência
A unidade da igreja é o centro da obra de Cristo, sustentada pela vida eterna e pela comunhão dos santos. O Senhor Jesus, em seu último encontro com os discípulos, revela que o amor mútuo é o novo mandamento, e que a vitória sobre o mundo depende da vida abundante que Ele oferece. A verdadeira prosperidade não está nas riquezas materiais, mas na paz, na presença e no resplendor do Senhor sobre o Seu povo.
O ponto de partida
A experiência de retiros e acampamentos é vista como um ajuntamento de tesouros no céu, onde a disposição para servir coopera na edificação da igreja. O texto-base surge do ápice do último encontro de Jesus com os discípulos, começando pela ceia, o lava-pés e culminando no novo mandamento: “Que vos ameis uns aos outros”.
Desenvolvimento da Palavra
O Mandamento do Amor e a Unidade Essencial
O Senhor Jesus, após a saída de Judas do cenáculo, entrega aos discípulos um novo mandamento: amar uns aos outros. Esse mandamento é sustentado pelo próprio exemplo de Cristo, que provê toda condição, capacidade e poder para amar, pois o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. A irmandade é um laço tão forte que nem a morte pode negá-lo, pois somos um pela essência da vida do Deus triuno. João 17 é apresentado como o ápice desse encontro, onde Jesus ora pela unidade da igreja, uma unidade essencial, comparada à do Pai, Filho e Espírito Santo.
A oração de Jesus em João 17 é dividida em três partes: primeiro, Ele ora por si mesmo; depois, pelos discípulos; e, por fim, por todos os que ainda hão de crer. A unidade é a plataforma para que a obra de Cristo atravesse todas as eras. Jesus age como sumo sacerdote, intercedendo pela igreja, e após a ressurreição, apresenta seu sangue ao Pai pela unidade. O Espírito Santo é enviado para que, pelo mesmo Espírito, possamos entrar no Santíssimo Lugar e morar ali, desfrutando da presença de Deus.
A Influência do Mundo e a Vitória em Cristo
O mundo é apresentado como inimigo da igreja, trazendo prejuízo à unidade quando se abre espaço para suas concupiscências. Exemplos das sete igrejas do Apocalipse mostram como o mundo e seus sistemas prejudicam a edificação e a unidade: Éfeso deixou o primeiro amor, Tiatira foi tomada por ídolos, Pérgamo se casou com o mundo, e outras foram influenciadas por doutrinas e interesses materiais. Tiago 4 revela que guerras e divisões surgem dos deleites e desejos carnais, e a amizade com o mundo é inimizade contra Deus.
A vitória sobre o mundo é possível pela vida abundante que Cristo oferece. Jesus declara: “Eu venci o mundo”, e promete paz aos seus seguidores, mesmo em meio às aflições. Vida abundante é descrita como sair da sepultura e assentar-se nas regiões celestiais, uma vida trasladada, transportada de um reino para outro. Para vencer o mundo, é necessário descansar na fé do Filho de Deus, atingir um nível espiritual elevado e ser edificado nessa fé.
Revelação, Edificação e a Obra Consumada
A revelação do Senhor é acessível apenas por um espírito de arrebatamento, como João experimentou em Apocalipse 21, sendo levado em espírito para ver a Santa Jerusalém. A edificação da igreja depende dessa revelação, e a unidade é preservada pelo vínculo da paz. A bênção sacerdotal, conforme Números 6, consiste em ser guardado no nome do Senhor, ter o rosto do Senhor resplandecendo sobre nós e receber a paz. Essa é a verdadeira prosperidade: abundância de paz, comunhão e misericórdia renovada.
A natureza da unidade é essencialmente de vida eterna. Só quem experimentou a vida eterna pode ser um com a igreja. Jesus consumou a obra de dar vida eterna, manifestar o nome do Pai e entregar a Palavra. Paulo, em 2 Timóteo 4, é citado como exemplo de quem glorificou o Senhor ao concluir a obra que lhe foi dada. Amar a obra de Deus é amar a vinda do Senhor, batalhar e orar pela unidade, e trabalhar para preservá-la.
A obra de Cristo é perfeita e completa: Ele veio para dar vida eterna, manifestar o nome do Pai e selar a igreja na essência da unidade. A igreja é chamada a glorificar o Pai ao consumar a obra que lhe foi dada, servindo, abençoando e promovendo a paz. A verdadeira bênção é a presença do Senhor, a paz e a comunhão, não riquezas materiais.
Cristo revelado
Cristo é revelado como o sumo sacerdote que intercede pela unidade da igreja, consumando a obra de dar vida eterna e manifestar o nome do Pai. Sua vitória sobre o mundo e sua capacidade de proporcionar vida abundante e paz são centrais para a edificação e preservação da igreja.
Nossa resposta ao Senhor
A resposta ao Senhor é buscar a revelação do Espírito Santo, batalhar pela unidade, glorificar o Pai ao concluir a obra que nos foi dada e promover a paz entre os irmãos. É necessário corresponder aos anseios do coração de Cristo, consumando a obra e vivendo a vida eterna.
Para guardar
- A unidade da igreja é essencial e só é possível pela vida eterna.
- A verdadeira prosperidade é a abundância de paz e comunhão com o Senhor.
- A vitória sobre o mundo depende de descansar na fé do Filho de Deus e viver a vida abundante.