Essência
A vida cristã não pode ser marcada pela apatia, incredulidade ou silêncio diante da grandeza de Deus. O Senhor é digno de confissão, louvor e entrega total dos nossos membros para o Seu serviço. Ele chama cada um pelo nome, deseja usar cada vida para Sua glória e espera uma resposta viva, ousada e obediente. A experiência do povo de Israel, tirado do cativeiro por meio de Ciro, revela que Deus realiza Sua obra por meio de quem Ele quiser, mas Seu desejo é agir através daqueles que O conhecem e O glorificam.
O ponto de partida
O texto de Isaías 45:1-6 serve como base para um chamado à confissão e ao louvor, especialmente diante do desânimo e da incredulidade. O ministro compartilha sua própria luta por ousadia e ânimo, reconhecendo que a obra de Deus não se realiza na covardia ou no medo, mas na expressão viva da fé. O momento é de confissão e de combate à visão anuviada, reconhecendo que Deus é digno de toda honra e declaração.
Desenvolvimento da Palavra
O Deus Vivo e a Expressão do Seu Povo
A obra de Deus exige ousadia e ânimo. Não é feita por quem se cala, se esconde ou se deixa dominar pelo medo. A expressão de Deus é viva, e assim deve ser o Seu povo. A revelação fundamental da igreja é que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo. Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, e espera que Seu povo reflita essa vida. O silêncio, a apatia e a falta de confissão não condizem com a natureza do Deus que servimos.
O ministro compartilha um testemunho pessoal sobre sua resistência a um cântico específico, considerado por ele como “romântico” ou “humanista”. No entanto, ao ver um irmão cantar esse cântico em um momento de tristeza da igreja, percebeu que o Espírito Santo pode usar o que quiser para quebrantar corações. O importante não é a composição humana, mas a ação do Espírito. Um coração quebrantado e a presença de Deus são incomparáveis. O contraste com o passado religioso, onde o culto era silencioso e repetitivo, ressalta a diferença de servir a um Deus vivo: agora, o povo é chamado a ser a imagem desse Deus, expressando vida e louvor.
O Chamado à Cooperação e Obediência
A experiência de Isaías 45 mostra Deus usando Ciro, um rei gentio, para libertar Seu povo do cativeiro e realizar a obra de edificação em Jerusalém. Essa profecia, feita muitos anos antes do nascimento de Ciro, revela o controle soberano de Deus, que nomeia e prepara instrumentos para Sua obra. Mesmo alguém que não conhecia o Senhor foi chamado e usado para cumprir Seus propósitos.
A promessa de Deus é para os edificadores, para aqueles que cooperam com Sua obra. O Senhor busca cooperadores obedientes, que creem e respondem à Sua voz, seja ela transmitida por uma criança ou por outro irmão. A incredulidade impede a obediência e, consequentemente, a participação na obra de Deus. Tudo o que o Senhor fala deve ser reconhecido como vindo dEle, exigindo uma resposta de fé e ação.
Deus promete ir adiante, endireitar caminhos tortos, quebrar portas de bronze e despedaçar ferrolhos de ferro. Ele concede tesouros ocultos e riquezas encobertas para que se saiba que Ele é o Senhor, o Deus de Israel, que chama cada um pelo nome. O ministro expressa convicção de que cada nome foi nomeado por Deus antes mesmo do nascimento, e que até nomes considerados estranhos têm propósito para a glória do Senhor.
Apresentando-se ao Senhor para Sua Glória
O texto enfatiza que Deus chama e unge pessoas para Sua obra, mesmo aquelas que ainda não O conhecem. No entanto, Seu desejo é usar aqueles que O conhecem e O glorificam. O exemplo de Ciro serve de alerta: se o povo de Deus não responde, Ele pode usar outros instrumentos. Mas o chamado é para que cada um se apresente ao Senhor, oferecendo seus membros para o serviço divino.
O apelo é claro: apresentar o corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o culto racional. O momento é de entrega, de dizer ao Senhor: “Sirva-se de mim para tua honra e tua glória”. Mesmo que seja apenas para declarar amor e gratidão, cada palavra e atitude devem glorificar o Senhor. O culto não é passivo, mas uma expressão viva de adoração e serviço.
Para guardar
- Deus deseja um povo vivo, que O confesse e O glorifique com ousadia.
- O Senhor chama cada um pelo nome e tem propósito para cada vida.
- Apresentar-se a Deus como instrumento para Sua honra é o verdadeiro culto.