Essência
O amor de Cristo é a fonte da restauração completa do nosso ser. A palavra revela que, assim como o trigo, o mosto e o azeite eram sinais de abundância e alegria para Israel, hoje eles simbolizam a plenitude do amor de Deus em nós. Cristo, crucificado e rendido por amor, nos chama a experimentar esse amor genuíno, transbordando para a igreja, para o Senhor e para aqueles que perecem.
O ponto de partida
Joel 1 serve de base para a reflexão sobre o risco de perder a manifestação do poder e amor de Deus. O campo assolado, o trigo destruído, o mosto seco e o azeite acabado ilustram a necessidade de manter vivo o amor de Deus em nossos corações, especialmente em tempos difíceis.
Desenvolvimento da Palavra
Trigo, Mosto e Azeite: Sinais da Manifestação do Amor
Joel profetizou em um tempo de crise, alertando Israel sobre o perigo de perder a abundância do amor de Deus. O trigo representa a palavra viva, que gera amor em nós. O mosto, fruto da rendição do coração, produz alegria e amor pelo Senhor e pela igreja. O azeite simboliza a unção do Senhor, que embeleza e reluz o rosto, expressando o amor de Deus ao mundo.
A experiência de Joel é contrastada com a de Ageu, que profetizou dentro do cativeiro. Ageu 1:10-11 descreve uma seca sobre Israel, afetando o trigo, o mosto, o azeite e tudo o que a terra produz. Essa secura revela a ausência do amor genuíno de Deus, mas ambos os profetas apontam para a restauração que viria com Cristo. O estabelecimento do amor de Cristo é profetizado como resposta à busca sincera pelo Senhor.
A Restauração e a Plenitude em Cristo
Joel 2 traz a promessa de bênção: se o povo buscar o Senhor de todo o coração, Ele enviará novamente o trigo, o mosto e o azeite, e deles serão fartos. Essa fartura é o renovo que veio por Jesus Cristo. Em Cristo, o pão vivo da palavra é abundante, a rendição do coração gera alegria do Espírito Santo e amor genuíno, e o azeite da unção é derramado para manifestar o amor de Deus aos que nos cercam.
Jeremias 48:33 mostra que, em Moab, cessou o pisar das uvas com júbilo, simbolizando a perda da alegria e da rendição. Mas em Cristo, há uma atitude diferente: deseja-se ser pisado, diminuir para que Cristo cresça, com júbilo pelas experiências que nos tornam mais amorosos. O júbilo é restaurado, e o amor se expressa entre irmãos, pela igreja, pelo Senhor e pelos que perecem.
Cristo é apresentado como a videira verdadeira, a uva perfeita rendida na cruz, gerando um vinho de alegria. Ele é o grão de trigo moído, que caiu na terra e morreu para produzir muitos frutos e fortalecer nossos corações. Jesus também é a azeitona perfeita, exprimida no Getsemane, de onde fluiu a unção e o profundo amor por toda a humanidade.
Manifestação Exterior e Interior do Amor
Salmo 104:15 revela que o vinho alegra o coração, o azeite faz reluzir o rosto e o pão fortalece o coração do homem. Cada manifestação de Cristo gera algo em nós: alegria do Espírito, alegria da salvação e da transformação. O pisar das uvas com júbilo simboliza a disposição de passar por provações para amar mais. O azeite reluz no rosto, a primeira expressão exterior do amor, que se manifesta no sorriso, na fala, na escuta e no toque. Amor é ouvir, falar, ver, sentir e expressar o carinho entre irmãos.
A palavra de Deus é o pão vivo que motiva tudo isso, enchendo-nos diariamente e fortalecendo nosso coração. O Senhor deseja realizar essa obra em nós, para que sejamos cheios do amor de Cristo e transbordemos esse amor.
Nossa resposta ao Senhor
O desejo é ser experimentado no amor de Cristo, permitindo que o Senhor trabalhe em nós para amar mais. Não há outro anseio senão transbordar de amor, andando na verdade e cumprindo o mandamento de amar uns aos outros, como desde o princípio.
Para guardar
- O trigo, o mosto e o azeite simbolizam a plenitude do amor de Cristo em nós.
- Cristo é a videira, o grão de trigo e a azeitona perfeita, rendido por amor.
- A manifestação do amor começa no coração e se expressa exteriormente, motivada pela palavra viva.