Essência
Vivemos tempos difíceis, em que o bem é confundido com o mal e o mal com o bem. O inimigo busca roubar, matar e destruir, mas Jesus Cristo veio para dar vida em abundância. A vitória de Cristo sobre a morte e o pecado é a vergonha do reino das trevas, pois Ele ressuscitou ao terceiro dia, trazendo as chaves da morte e do inferno e nos concedendo uma nova vida de libertação, glória e santificação.
O ponto de partida
A palavra nasce da percepção de que muitos se conformam apenas com o perdão dos pecados, sem experimentar a libertação do pecado. O texto-base é , que afirma: “Mas agora, libertados do pecado, fostes feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna.”
Desenvolvimento da Palavra
Vida Nova: Libertação e Santificação
A diferença entre ser perdoado dos pecados e ser libertado do pecado é fundamental. O perdão trata das ações, mas a libertação refere-se à natureza pecadora, à personalidade do pecado. Só quem é nova criatura pode ser filho de Deus, pois ser filho é uma questão de natureza, não apenas de confissão. O erro da igreja foi permitir que pessoas sem novo nascimento servissem na casa de Deus, resultando em falta de honra ao Senhor.
O fruto da nova natureza é a santificação, não performance ou esforço. Assim como um pé de laranja produz frutos naturalmente, quem nasceu de novo tem uma inclinação para a santificação. O Espírito Santificador habita e opera, e o resultado final é a vida eterna. A vida eterna, segundo João 17:3, é o conhecimento progressivo de Deus, algo que só pode ser experimentado por quem nasceu de novo. Após a salvação, há um processo de crescimento e conhecimento, enquanto a vida mundana impede esse progresso.
O Ego, o Mundo e o Radicalismo do Evangelho
O ego é o personagem principal das redes sociais, como o Facebook, onde o “eu” é promovido. O evangelho exige radicalismo: Cristo e nada mais. O chamado é para que a vida esteja escondida com Cristo em Deus, não para autopromoção. O Espírito Santo insiste que é preciso ser voz neste tempo, pois o mundo e as redes sociais tomam o lugar de Deus e promovem o ego. O verdadeiro cristão deve buscar mostrar Cristo, não a si mesmo.
A multiplicidade de faces exibidas nas redes revela a falta de unidade e autenticidade. O desafio é ter a face registrada no livro da vida, não apenas no Facebook. O conhecimento de Deus permanece para sempre, enquanto tudo o que é mundano perece. O amor pelas almas e o trabalho pela unidade da igreja são sinais de quem conhece a Deus, pois quem ama é nascido de Deus.
O Processo do Quebrantamento: Casa do Oleiro
O caminho do quebrantamento é ilustrado pela experiência de Jeremias na casa do oleiro (Jeremias 18). O Senhor pisa o barro, tira o “oxigênio” do ego, para que o vaso não exploda no forno. O processo começa no chão, nos pés do oleiro, onde o ego é esmagado. Só depois o vaso é moldado e colocado no fogo, pronto para receber o tesouro de Deus (2 Coríntios 4:7). O vaso de barro, fraco e humilde, é usado em qualquer lugar, ao contrário do vaso de cristal, que é apenas decorativo.
A excelência do poder é de Deus, a fraqueza é nossa. O Senhor não quer concorrência de poder, por isso nos quebranta. Paulo declara em que só se gloria na cruz de Cristo, pela qual o mundo está crucificado para ele e ele para o mundo. Trazer as marcas do Senhor no corpo é resultado do processo de quebrantamento. O conhecimento experimental de Deus não vem por pesquisa ou leitura, mas pelo quebrantamento.
O testemunho pessoal revela que o quebrantamento pode ser doloroso, envolvendo enfermidades e situações difíceis, mas é o caminho para participar da glória de Cristo. O Senhor usa homens quebrados, desde que reconheçam sua condição. A mão do oleiro está sempre presente, girando o vaso, mesmo quando perdemos o sentido de direção. O processo de pisar, descansar, moldar e colocar no fogo prepara o vaso para conter as riquezas insondáveis de Cristo.
Nossa resposta ao Senhor
O chamado é para se curvar diante do Senhor, se humilhar e buscar quebrantamento. Só assim rios de água viva podem fluir, e as riquezas de Cristo são depositadas em nós. O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado. A queixa deve ser feita diante de Deus, reconhecendo a própria miséria e buscando libertação. A fé agradece pelo que já recebeu, e o convite é para se render ao Senhor, viver para Ele e permitir que Ele viva em nós, recebendo vinho novo em odres novos.
Para guardar
- Libertação do pecado é uma mudança de natureza, não apenas de ações.
- O processo de quebrantamento é indispensável para conhecer Deus experimentalmente.
- A excelência do poder é de Deus, e a fraqueza é nossa, manifestada em vasos de barro.