Essência
Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, mas o verdadeiro crescimento espiritual não vem apenas do conhecimento acumulado, e sim da experiência vivida com a Palavra. O propósito da experiência espiritual é conformar-nos à imagem de Cristo, e isso se manifesta tanto nos momentos de honra quanto nos de humilhação. A comunhão com o Pai é o caminho para uma vida abundante, e a paciência, humildade e transparência são virtudes essenciais para esperar a vinda do Senhor e viver dignamente diante d’Ele.
O ponto de partida
O texto-base de Romanos 8:28-29 revela que o propósito de Deus é que sejamos conformados à imagem de Seu Filho. O crescimento espiritual é resultado da experiência com a Palavra da justiça, não apenas do acúmulo de conhecimento. O teste e a prova da fé acontecem nas situações da vida, nas enfermidades e desafios, onde a experiência revela o que está no coração.
Desenvolvimento da Palavra
Honra, Humilhação e Comunhão na Casa do Pai
A experiência espiritual é indispensável para o crescimento. Não basta saber ou acumular informações; é preciso viver a Palavra. O teste da fé ocorre nas situações difíceis, e a prova da fé está na experiência enfrentada. Quando um membro sofre, todos sofrem; quando um é honrado, todos devem se alegrar. Essa prática de alegrar-se com os honrados é difícil, especialmente para quem nunca foi honrado, mas é necessária. O Senhor tem um tempo e propósito para tudo, e cada um terá seu momento de honra e de abatimento.
Paulo, em Filipenses, declara saber estar abatido e saber ter abundância, saber ser humilhado e saber ser honrado. Muitos não sabem lidar com a honra, tornando-se orgulhosos, e outros não sabem lidar com a humilhação, não passando na prova. A transparência e humildade são virtudes de Deus: expor o coração, reconhecer a necessidade do socorro divino, é tempo de humildade e de saber andar na casa de Deus, que é coluna e firmeza da verdade.
João Batista expressa a necessidade espiritual de que Cristo cresça e o eu diminua. Se Cristo não cresce e o eu não diminui, não se alcança o prêmio final, pois o coração pode enganar. Humilhar-se, ter paciência e buscar o Senhor são atitudes fundamentais. Tiago 5 exorta à paciência até a vinda do Senhor, suportando uns aos outros e tomando a cruz sem inquietação. Paulo afirma que traz no corpo as marcas de Jesus, e sem essas marcas não há vida agradável a Deus.
Paciência e Preparação para a Vinda do Senhor
A paciência é uma virtude que deve ser cultivada até a vinda do Senhor. O lavrador espera o fruto da terra com paciência, aguardando a chuva temporã e serodia. Assim como o Senhor espera que demos fruto, devemos esperar com paciência. No tempo do fim, muitos crentes podem perder a paciência, explodir, porque não estão diminuindo e Cristo não está crescendo. A verdadeira paciência é Cristo.
A vinda do Senhor está próxima, e é preciso fortalecer o coração, evitando tornar-se escarnecedor. O tempo de Deus não é como o nosso; mil anos para Ele são como um dia. O Senhor pode vir de repente, como Malaquias 3:1 anuncia: o caminho será preparado, e de repente virá ao Seu templo. Não se deve esperar o anticristo, mas sim Cristo, pois Ele pode vir a qualquer momento. O Senhor é soberano e conhece tudo; devemos preparar o coração, ser pacientes, consertar relacionamentos e tomar decisões necessárias, pois naquele dia não haverá justificativas.
A Parábola dos Dois Filhos e a Vida Abundante em Cristo
Em Lucas 15, a parábola dos dois filhos revela dois erros fatais: o filho mais novo que se afasta e desperdiça tudo, e o filho mais velho que permanece, mas não desfruta da comunhão com o pai. O religioso pode guardar todos os mandamentos, mas não constrói uma vida íntima com Deus, apontando o dedo para os que falham. Ambos os erros impedem a vida abundante.
O caminho está aberto para a comunhão profunda com o Pai, pois o Senhor deu muito mais do que cabritos: deu Seu próprio Filho. A reconciliação é possível, mas é necessário tomar um posicionamento de honrar o Senhor. O Filho de Deus deu Sua vida por todos, inclusive por aqueles que desperdiçaram tudo. Ele é digno de ser glorificado, pois proveu vida para todos. Lançar mão da benevolência do Senhor traz salvação e vida abundante.
A morte de Cristo deve ser honrada e dignificada. Na reunião, o coração deve estar fervente para exaltar o nome do Senhor, que veio buscar e salvar o que se havia perdido. Em seu testemunho, o ministro recorda que há 31 anos encontrou esse Filho que o amou e se entregou por todos. Antes de falar qualquer coisa, é preciso reconhecer que esse Filho é a comunhão com o Pai, o caminho vivo. Construir uma comunhão mais profunda é essencial, permitindo que o Espírito Santo magnifique o Senhor, como fizeram os discípulos ao serem batizados, falando das grandezas de Deus.
Cristo revelado
Cristo é revelado como o Filho de Deus que deu Sua vida por todos, inclusive pelos que estavam perdidos e afastados. Ele é o caminho vivo para a comunhão com o Pai, digno de ser glorificado e honrado. Sua morte proveu vida abundante e reconciliação, mostrando que a verdadeira paciência e humildade vêm d’Ele.
Nossa resposta ao Senhor
É tempo de humildade, paciência e transparência. A resposta ao Senhor é construir uma comunhão mais profunda, honrar a Cristo e exaltar Seu nome, preparando o coração para Sua vinda e tomando decisões necessárias para viver dignamente diante d’Ele.
Para guardar
- O crescimento espiritual depende da experiência vivida com a Palavra.
- Honrar e glorificar a Cristo é essencial para uma comunhão profunda.
- A paciência e humildade são virtudes fundamentais para esperar a vinda do Senhor.