Essência
Tudo o que temos, somos e recebemos pertence ao Senhor. A verdadeira riqueza está em Cristo, e a mordomia é o chamado para administrar com fidelidade o tempo, os bens e os mistérios que Deus nos confiou. O reconhecimento do Senhorio de Cristo transforma nossa mente, nosso coração e nossa maneira de viver, levando-nos a honrá-Lo em cada esfera da vida.
O ponto de partida
Após um período de enfermidade, o ministro destaca a importância de não desperdiçar o tempo que Deus nos concede. A gratidão é ressaltada como fundamental, pois tudo vem do Senhor: salvação, reino, riquezas insondáveis. O texto-base surge em Gênesis 14, onde Abraão reconhece Deus como o possuidor de tudo, e honra-o com o dízimo após receber a revelação de Melquisedeque.
Desenvolvimento da Palavra
As Esferas da Mordomia e o Chamado à Fidelidade
A mordomia é apresentada em três esferas: tempo, finanças e bens, e os mistérios de Deus. O tempo deve ser administrado com sabedoria, pois o Senhor concede oportunidades para arrependimento e serviço. Nas finanças e bens, a fidelidade é essencial; tudo deve ser usado para o reino de Deus, não para interesses próprios. O Senhor pedirá contas de como cada um administra os dons e dádivas recebidos.
A terceira esfera, os mistérios de Deus, é fundamentada em 1 Coríntios 4:1-2: somos dispenseiros, administradores da revelação e visão celestial. A fidelidade é o requisito central para o mordomo. O ministro destaca que Satanás não pode tomar a vida dos que pertencem a Deus, mas pode tentar mover o cristão da posição de verdade recebida. Por isso, é necessário permanecer firme, não se conformando com o mundo.
O Princípio da Propriedade: Quem é o Dono?
A mentalidade de propriedade é confrontada. O homem natural acredita que tudo o que possui é seu, para usar, guardar e investir conforme sua vontade. Mas a conversão exige uma renovação da mente, como ensina Romanos 12:1-2: apresentar o corpo como sacrifício vivo e não se conformar com o mundo, mas experimentar a vontade de Deus. O Espírito Santo transforma o entendimento, levando o cristão a pensar como Deus pensa.
O exemplo de Abraão em Gênesis 14 é central. Após vencer batalhas, Abraão é interceptado por Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo, que lhe traz pão e vinho. Este sacerdócio é do novo pacto, representando Jesus Cristo como mediador entre Deus e os homens. Abraão reconhece Deus como o possuidor dos céus e da terra, e honra-o com o dízimo de tudo. A bênção está em ser propriedade de Deus, não dono de si mesmo.
A Vida Sem Mentalidade de Propriedade e o Louvor ao Senhor
O livro de Atos mostra a igreja vivendo sem considerar nada como propriedade própria. Cheios do Espírito Santo, os irmãos tinham tudo em comum, e abundante graça era sobre todos. Os apóstolos, livres da mentalidade de posse, podiam dizer: “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou.” O objetivo não é viver sem posse, mas sem a mentalidade de dono, reconhecendo o Senhor como proprietário.
Davi, em 1 Crônicas 29, revela: “De tua mão recebemos e para tuas mãos tu damos.” Apocalipse 19 proclama: “Salvação, glória, honra e poder pertencem ao Senhor, nosso Deus.” A salvação não é conquistada por méritos humanos, mas recebida do Salvador, Jesus Cristo, o cordeiro imaculado. O louvor verdadeiro nasce de um coração dobrado diante do Senhor, reconhecendo que tudo pertence a Ele.
A oração do Pai Nosso, em Mateus 6:9-13, só pode ser feita por quem reconhece o reino, o poder e a glória como pertencentes a Deus. O ministro alerta que a oração não deve ser repetitiva, mas fruto de um coração que confessa Jesus como Senhor. O exemplo de Manassés mostra que Deus responde ao coração arrependido. O espelho do coração revela como vemos o Senhor: um coração duro vê Deus como duro; um coração sensível encontra graça.
Antes de participar da mesa do Senhor, é necessário gratidão e reconhecimento do Senhorio de Cristo. Hebreus 1 afirma que Jesus foi constituído herdeiro de tudo. Em Apocalipse 5, toda criatura proclama: “Digno é o cordeiro que foi morto de receber poder, riquezas, sabedoria, força, honra, glória e ações de graças.” O sangue de Cristo nos comprou, somos propriedades do Senhor, chamados a honrá-Lo com tudo que temos.
Cristo revelado
Cristo é revelado como o verdadeiro Melquisedeque, o sacerdote do novo pacto, mediador entre Deus e os homens. Ele é o cordeiro imaculado, Salvador e possuidor de todas as coisas, digno de receber louvor, honra e glória. Seu sangue nos comprou, tornando-nos propriedade exclusiva de Deus.
Nossa resposta ao Senhor
O chamado é para confessar Jesus como Senhor, reconhecer com o coração e honrá-Lo em todas as áreas da vida. A gratidão, a mudança de mente e o louvor são expressões de uma vida que reconhece o Senhorio de Cristo. Antes de participar da mesa do Senhor, a confissão e o reconhecimento do direito de Cristo sobre tudo são essenciais.
Para guardar
- Tudo pertence ao Senhor; somos apenas mordomos.
- A fidelidade na administração revela nossa posição diante de Deus.
- O reconhecimento do Senhorio de Cristo transforma nosso coração e mente.