O apóstolo Paulo soubera o que era confiar em seu próprio zelo e sinceridade, e em seus próprios esforços. Sabia tudo sobre o que é esforçar-se e suar, e jejuar e labutar. Mas também conhecia a sensação de incapacidade. Sabia o que é não obter satisfação. E fora então que experimentou aquela gloriosa libertação que lhe veio com o conhecimento do Evangelho. No entanto, ali estavam seus patrícios a seguirem ainda pelo caminho antigo… esforçando-se ainda por realizar o impossível… "Que lástima", ele bradava, "que tragédia! Eles têm zelo e sinceridade, mas isso nada vale. Procuram justificar-se a si mesmos, mas não o conseguirão Jamais. E enquanto vão assim tentando e falhando, deliberadamente rejeitam o conhecimento que poderia dar-lhes, na realidade, tudo quanto desejam, e mais ainda". Já era lamentável que toda aquela energia e esforço fosse um completo desperdício; mas a tragédia ainda se tornava infinitamente maior quando se pensava naquilo que poderiam ter sido se ao menos houvessem aceitado o Evangelho. Não somente fracassaram, mas negaram-se inteiramente a se deixar tornar vitoriosos. Preferiram confiar em si mesmos, em seu próprio zelo, e em seus próprios esforços, e falhar, ao invés de se entregarem confiadamente a Jesus Cristo e serem salvos. Tanto desejavam fazer as coisas por si mesmos que rejeitaram o oferecimento feito por Deus, o da salvação eterna como uma pura dádiva… Bastava-lhes confiar que Jesus de Nazaré era o Filho de Deus, que Ele morreu para expiar os pecados deles, e que havia ressuscitado para justificá-los, e se veriam justos aos olhos de Deus e receberiam o perdão dos seus pecados. Diziam querer estar certos diante de Deus; todavia, rejeitaram deliberadamente o único meio de alguém ver correta a sua situação diante de Deus.