Quando nos sobrevém sombrio estado de alma, deixamo-nos dominar por ele, sofremos derrota e ficamos deprimidos. Dizemos que gostaríamos de libertar-nos, mas nada fazemos nesse sentido… temos que expulsar a «tola moleza e melancolia»… há um sentido em que o que fazem as Escrituras é ensinar-nos a exortar a nós mesmos… Você deve exortar a si mesmo e dizer: «Não serei dominado por vocês. Estes sentimentos não exercerão controle sobre mim. Já estou saindo e vou rompendo caminho». Portanto, levante-se, ande e faça alguma coisa. Que «reavives o dom de Deus» ()… Se você deixar que esses sentimentos o dominem, permanecerá angustiado, mas você tem que rejeitá-los. Sacuda-os para longe. Não os acolha. Diga de novo: «Fora com a moleza!»

Como faze-lo, porém? Desde modo: O que lhe compete, e a mim, não é avivar os nossos sentimentos: é crer. Em parte alguma a Escritura diz que somos salvos por nossos sentimentos; o que diz é que, crendo, somos salvos… Não há nem uma vez em que os sentimentos tenham sido postos na posição primordial. Agora, eis algo que podemos fazer. Não posso fazer-me feliz a mim mesmo, mas posso evocar minha fé. Posso exortar-me a mim mesmo a crer, posso dirigir-me à minha alma como o fez o salmista, no Salmo 42: «Por que estás abatida, ó minha alma? por que te perturbas dentro em mim? Espera em Deus… crê, confia. É assim que se faz. E então os nossos sentimentos cuidarão de si mesmos. Não se preocupe com eles. Exorte-se a si mesmo, e, embora o diabo procure alegar que você nem é crente, porque lhe faltam os sentimentos diga: «Não. Eu não sinto nada, mas, sinta ou não, creio na Escritura, creio que a Palavra de Deus é verdadeira, e firmarei nela a minha alma, crerei nela haja o que houver»… Sim, J. C. Philpot tinha razão… o filho da luz às vezes se vê andando na escuridão, mas continua andando… Ele não vê a face do Senhor nesse ponto, mas sabe que Ele está ali; por isso, prossegue.