Devemos vir (para orar) com a singela confiança de uma criança. Precisamos de fé como a das crianças. Precisamos da certeza de que Deus é, de fato, nosso Pai, e, portanto, temos que excluir rigorosamente qualquer idéia de que devemos continuar repetindo nossas petições, como se a repetição produzisse a bênção. Deus aprecia que mostremos o anelo, a ansiedade, o desejo que sentimos por algo. Ele nos incentiva a ter "fome e sede de justiça" e a procurá-la; a "orar e não desfalecer" e a "orar sem cessar". Sim. Contudo, isso não significa repetição mecânica; não quer dizer que devamos crer que por nosso "muito falar" seremos ouvidos… Significa que quando eu oro sei que Deus é meu Pai e lhe apraz abençoar-me, que Ele está muito mais pronto para dar do que eu para receber e que Ele está sempre interessado no meu bem estar… Devo ver a Deus como meu Pai, que adquiriu para mim, em Cristo, o supremo bem, e o qual está pronto para abençoar-me com a plenitude de Sua divindade em Cristo Jesus.

Assim… em confiança, fazemos conhecidas de Deus as nossas petições, sabendo que Ele sabe tudo quanto a elas se refere, antes que comecemos a falar… Mas não devemos aproximar-nos dEle com as mentes cheias de dúvidas; devemos reconhecer que Deus está muito mais disposto a dar do que nós a receber… Quantas bênçãos estão acumuladas à destra de Deus para Seus filhos! Que vergonha a nossa pobreza, quando fomos destinados a ser príncipes; que vergonha abrigarmos tantas vezes pensamentos indignos e falsos sobre Deus, neste particular! E tudo por causa do medo, e porque nos falta esta simplicidade, esta fé, esta confiança, este conhecimento de Deus como nosso Pai. Se tão-somente tivéssemos isso, as bênçãos de Deus começariam a chover sobre nós, e quiçá a inundar-nos a ponto de sentirmos com D. L. Moody que elas quase vão além do que nossa estrutura física pode agüentar, bradando com ele: "Basta, Ó Deus!" Deus pode fazer por nós muitíssimo mais do que podemos pedir ou pensar. Creiamos nessa verdade, e vamos a Ele com singela confiança.