Costumo colocar sempre tudo em minha vida, e tudo que me acontece, no contexto da minha fé cristã, e então observá-lo à luz desse contexto? O incrédulo não o pode fazer… Ele não crê em Deus, ou nada sabe dEle; não conta com esta revelação de Deus como seu Pai, e de si próprio como Seu filho… Mas o que de fato prova que somos cristãos é que, quando nos sobrevêem ou sucedem essas coisas, não as vemos simplesmente como são; como cristãos, nós as tomamos e as pomos imediatamente no contexto do conjunto global da nossa fé, e depois as olhamos de novo…

Nosso Senhor perguntou aos Seus discípulos: «Onde está a vossa fé? Não a estais aplicando?»… Às vezes nos ocorre algo que tende a transtornar-nos. O ímpio que jaz no homem natural faz-lo perder a calma, ou sentir-se ferido ou sensibilizado. Mas o cristão pára e diz: «Espere um minuto. Vou apanhar isso e pô-lo no contexto de tudo que sei e que creio acerca de Deus e de meu relacionamento com Ele». Depois ele torna a observar o acontecido. Então ele começa a compreender o que o autor da Epístola aos Hebreus quer dizer, quando escreve: «O Senhor castiga a quem ama». É porque o cristão sabe disso que ele é capaz de, em certo sentido, ter prazer naquilo, mesmo enquanto lhe está sucedendo, porquanto ele o põe no contexto da sua fé… Será que a minha conduta e o meu comportamento na vida são tais que demonstram que sou cristão? Mostro, de maneira clara e fácil de ver, que pertenço a uma esfera mais alta, e que posso elevar tudo que me cerca a essa esfera?… Dê-se conta daquilo que você é; recorde quem você é, e viva em conformidade com isso. Eleve-se ao nível da sua fé; seja digno da sua soberana vocação em Cristo Jesus. Povo cristão vigie os seus lábios, vigie a sua língua. Nós nos traímos em nossa conversação… nas coisas que nos escapam nos momentos em que relaxamos a vigilância… O cristão age com disciplina e controle, porque vê todas as coisas no contexto de Deus e da eternidade.