Essência
O amor ao Senhor é o distintivo do povo de Deus, mais do que qualquer obra ou manifestação. Amar a Deus é o chamado central, e esse amor não é natural, mas aprendido e cultivado por meio da comunhão, obediência e entrega. O Senhor deseja um relacionamento íntimo, uma aliança de amor, e nos prepara para um casamento celestial, onde Cristo é o centro e a fonte de toda vida e justiça.
O ponto de partida
O louvor e a adoração vividos na reunião foram marcados pela presença do Espírito Santo, que constrangeu os corações e preparou o ambiente para a Palavra. A frase do último cântico, “restaura em mim o meu amor por Ti, Senhor”, ecoa como o clamor central da mensagem, conectando o momento de adoração ao tema da ministração.
Desenvolvimento da Palavra
O amor como essência e aprendizado
O amor ao Senhor é o que torna o povo de Deus especial entre todos os povos. Não é a capacidade de expulsar demônios ou realizar feitos, mas o amor acima de todas as circunstâncias, nos momentos de glória e de batalha, de luto e de nascimento. João, apóstolo marcado por esse amor, revela em que amar a Deus está ligado a guardar Seus mandamentos. O termo “aquele” usado por João indica um convite aberto a todos, independentemente da distância ou condição.
A Primeira Epístola de João 4:7-8 reforça que o amor é de Deus, e quem ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Ninguém nasce amando; o amor é aprendido, especialmente na infância, através dos pais, que têm o encargo de ensinar pelo exemplo e afeto. Assim, Deus também nos ensina a amar, primeiramente a Ele e depois ao próximo. O amor humano, por si só, é imperfeito e não resiste ao fogo, mas o amor de Deus, derramado pelo Espírito Santo, é real e puro.
Aprender a amar exige crer nos mandamentos de Deus, que são perfeitos, justos e contêm Sua essência: o amor. Guardar os mandamentos não é apenas possuir, mas conservar conforme o estado original, como um carro antigo bem cuidado, que se torna relíquia. O exemplo de Moisés, que apascentava o rebanho de outro antes de receber o encargo de Deus, mostra que o Senhor confia missões àqueles que aprendem a guardar e conservar o que é dEle.
A aliança e o chamado para comunhão
Em Êxodo 19, Deus traz Israel ao monte para firmar uma aliança, desejando um relacionamento de exclusividade, como um noivo apaixonado por sua noiva. O Senhor faz votos de aliança, prometendo que Israel será Sua propriedade peculiar, um reino sacerdotal e povo santo, desde que guardem Sua aliança. A preparação para esse encontro inclui santificação e purificação, simbolizada pelos três dias de espera, que remetem à ressurreição e à novidade de vida.
O desejo de Deus é falar diretamente com Seu povo, mas, por causa da condição deles, a conversa permanece privada com Moisés. Moisés sobe e desce do monte, trazendo os conselhos e orientações de Deus ao povo, santificando-os e preparando-os para o encontro. O propósito de toda pregação e ensino é conduzir o povo a Deus, não a homens, templos ou instituições. O Espírito Santo sempre direciona para Cristo, e toda mensagem que não leva ao Senhor deve ser descartada.
A presença de Deus no monte é sobrenatural, marcada por trovões, relâmpagos e fumaça. Moisés, com liberdade e intimidade, fala com Deus como um amigo, porque foi purificado e capacitado. O relacionamento com Deus exige busca, comunhão e disposição para ser transformado. As tribulações, provações e tentações têm o propósito de nos apegar mais ao Senhor, ao eterno Alfa e Ômega.
O casamento celestial e a preparação da noiva
O chamado para subir ao monte não é exclusivo de líderes ou modelos de fé, mas para todo o povo. Deus deseja que cada um busque Suas riquezas para edificar sua casa e manifestar Sua glória na terra. Os limites estabelecidos por Deus são proteção, pois Sua santidade é fogo consumidor. Só podemos nos achegar a Ele com arrependimento e desejo de ser purificados.
Em Êxodo 20, Deus faz Sua primeira pregação pública, apresentando-se ao povo como o “Eu Sou”, diferenciando-Se dos falsos deuses do Egito. O Senhor deseja exclusividade, elegeu Seu povo para ser santo e irrepreensível diante dEle em amor. Só em Cristo podemos agradar a Deus, pois Ele governa nossos pensamentos, sentimentos e vontade.
O casamento desejado por Deus em Êxodo 20 se concretiza em Apocalipse 19, onde as bodas do Cordeiro são celebradas com regozijo e alegria. O processo de preparação da noiva é contínuo, e o Senhor já cuida de nós antes mesmo do casamento. O Espírito e a esposa clamam “vem”, desejando o encontro com o noivo. A sede por Deus é essencial; beber da fonte de águas vivas é o caminho para não se contaminar com fontes impuras.
A advertência de Salomão em Provérbios 4 destaca a importância de guardar o coração, evitando fontes que não trazem vida. O convite de Deus é para tomar de graça da água da vida, pois Cristo fez tudo para nos salvar e nos preparar para o casamento celestial.
No final, Êxodo 20:24 revela que o altar de terra, onde se santificam holocaustos e ofertas, é o lugar do memorial do nome do Senhor. Em todo lugar onde Deus celebra Seu nome, Ele promete vir ao encontro. O chamado é para adorar e amar ao Senhor de todo o coração, alma, entendimento e força, pois este é o lugar onde Deus está presente.
Cristo revelado
Cristo é apresentado como o noivo que se revela à noiva, o “Eu Sou” que diferencia-se dos falsos deuses e é a fonte de vida, justiça e amor. Ele é o centro da aliança, o Cordeiro das bodas, aquele que prepara e cuida da noiva, e o único capaz de cumprir perfeitamente o amor e os mandamentos de Deus.
Nossa resposta ao Senhor
O convite é para desejar, buscar e clamar pelo Senhor, preparando-se para o casamento celestial. A sede por Deus deve ser cultivada, guardando o coração e tomando de graça da água da vida. O chamado é para adorar e amar ao Senhor de todo o coração, reconhecendo que Ele já fez tudo para nos salvar e nos unir a Ele.
Para guardar
- Amar ao Senhor é aprendido e cultivado, não natural.
- O propósito da comunhão e da pregação é conduzir ao Senhor.
- Cristo é o noivo que prepara e cuida da noiva antes do casamento.