Essência
Discernir o tempo em que vivemos é fundamental para a vida cristã. O Senhor opera em dispensações, revelando seus propósitos conforme sua vontade. Vivemos no “terceiro dia”, o tempo profético da volta de Cristo, e a preparação para esse encontro exige restauração do primeiro amor, arrependimento e uma fé viva. O chamado é para que cada um esteja pronto, com o coração voltado totalmente ao Senhor, superando distrações e amores concorrentes, para que a vinda de Jesus não seja surpresa, mas motivo de alegria e esperança.
O ponto de partida
A palavra nasce da necessidade de discernir os tempos e compreender as dispensações de Deus enquanto estamos na esfera do tempo. Jesus, ao ser questionado sobre a restauração do reino a Israel, respondeu que não cabe aos homens saber os tempos ou estações estabelecidos pelo Pai (). O Espírito Santo, enviado após a ascensão de Cristo, revela os mistérios do reino de Deus, preparando o povo para o cumprimento das promessas divinas.
Desenvolvimento da Palavra
O tempo do terceiro dia e a expectativa da volta do Senhor
A Escritura aponta para o “terceiro dia” como tempo de manifestação de Deus. Em , o povo é chamado a se preparar, pois no terceiro dia o Senhor desceria sobre o monte Sinai. O número três também remete à ressurreição de Jesus, que ao terceiro dia venceu a morte e foi exaltado. Assim como o Cordeiro ressuscitou, Ele prometeu voltar para buscar os seus.
A expectativa da volta do Senhor é ilustrada pela vida de Ana, que permaneceu no templo por setenta e sete anos, orando e esperando o cumprimento da promessa. Sua fé não era passiva, mas ativa, marcada por perseverança e dedicação a Deus. Ana reconheceu o tempo da visitação ao ver as profecias se cumprindo e se posicionou para receber o Senhor. Da mesma forma, o chamado é para que cada um esteja pronto, não apenas esperando, mas se preparando com fé viva.
O terceiro milênio é apresentado como o tempo profético do arrebatamento e da volta de Cristo. O desejo é que toda a igreja esteja pronta, avivada pelo poder do Espírito Santo, convencida e rendida aos pés de Jesus. O amor pelo Senhor é evidenciado pela espera ativa e pelo anseio de estar com Ele. A preparação não é apenas para um evento, mas para um encontro com Aquele que amamos.
O propósito de Deus: habitação e maturidade
Deus não salva para levar a outro mundo, mas para trazer o homem a Si mesmo. O propósito é que Cristo habite em nós, tornando-nos sua casa, o templo do Espírito Santo. O corpo humano é disputado, mas foi criado para ser morada de Deus. Receber Jesus como Senhor é tornar-se habitação eterna do Altíssimo.
A maturidade espiritual é comparada ao crescimento dos afetos e do amor pelo Senhor. O chamado é para desenvolver esse amor, permitindo que Cristo ocupe o centro da vida. O tempo é marcado por provas e desafios, mas também por oportunidades de experimentar o amor de Deus, que se manifesta na salvação e na purificação dos pecados pelo sacrifício de Jesus.
O propósito eterno de Deus transcende o tempo. Ainda que alcancemos parte dessa glória aqui, há esferas eternas reservadas para os que O amam. O anseio pela volta do Senhor deve ser acompanhado de fervor e expectativa, pois a promessa é certa: Ele virá com poder e glória, e todo olho O verá.
O primeiro amor: restauração e renúncia
A restauração do primeiro amor é central para estar pronto para a volta de Cristo. Em , a igreja de Éfeso é elogiada por suas obras, trabalho e paciência, mas repreendida por ter deixado o primeiro amor. Sem esse amor, as obras perdem valor diante de Deus. O chamado é ao arrependimento e à prática das primeiras obras, para que a luz não se apague.
A igreja de Tessalônica é apresentada como exemplo de fé, amor e esperança. A obra da fé, o trabalho do amor e a paciência da esperança são marcas de uma igreja viva. Se o amor é subtraído, resta apenas o trabalho vazio. O primeiro amor é Jesus Cristo, e nada pode substituí-Lo.
Jesus ensina que o amor por Ele deve ser maior do que qualquer outro afeto, inclusive os laços familiares. Em Mateus 10 e Lucas 14, a exigência é clara: quem não amar o Senhor acima de tudo não pode ser Seu discípulo. Renunciar a si mesmo, tomar a cruz e seguir Jesus é o caminho para restaurar o primeiro amor. As emoções e prioridades devem ser alinhadas ao Senhor, evitando que outros amores ocupem o lugar central.
A mulher cirofenícia é exemplo de fé perseverante. Mesmo diante do silêncio e da aparente rejeição, ela insistiu até receber a bênção. Reconhecer Jesus como Senhor é a chave para todas as bênçãos. A entrega total, a confiança e a disposição de servir fazem parte da vida de quem ama o Senhor acima de tudo.
O testemunho pessoal do ministro reforça que, mesmo em meio à pobreza, a provisão de Deus nunca faltou. A preocupação maior deve ser com o Senhor, pois quanto mais nos ocupamos dEle, mais Ele cuida de nós. O chamado final é para entregar o coração a Jesus, confiar plenamente e pedir ao Espírito Santo que restaure o primeiro amor, preparando cada um para o arrebatamento.
Nossa resposta ao Senhor
A decisão de amar o Senhor acima de tudo é pessoal e prática. O convite é para se humilhar diante de Deus, apresentar-se como oferta viva e pedir que o Espírito Santo restaure o primeiro amor. A prontidão para a volta de Cristo depende de um coração rendido, disposto a obedecer e a confiar totalmente no Senhor.
Para guardar
- O tempo da volta do Senhor exige preparação e restauração do primeiro amor.
- Amar a Cristo acima de tudo é condição para segui-Lo e estar pronto para o arrebatamento.
- A entrega total e a confiança no Senhor trazem provisão e esperança viva.