Essência
A plenitude da vida cristã está em uma comunhão viva com Deus, sustentada pelo Espírito Santo e marcada por oração sincera, sem ansiedade, buscando sempre glorificar o Pai. O Senhor deseja uma igreja cheia do Espírito, onde filhos, filhas, servos e servas profetizam e vivem para a glória de Deus, experimentando respostas e revelações profundas por meio de uma entrega verdadeira e identificação com Cristo.
O ponto de partida
O ponto de partida é a revelação do amor de Jesus nos capítulos 13 a 17 de João, especialmente no capítulo 14, onde Ele apresenta o outro Consolador, o Espírito Santo, como garantia de continuidade e segurança para os discípulos. A leitura de Atos 2 destaca a promessa do derramamento do Espírito sobre toda carne, incluindo filhos, filhas, servos e servas, mostrando que a dispensação do Espírito é para todos.
Desenvolvimento da Palavra
A Era do Espírito e a Promessa para Todos
O capítulo 14 de João é apresentado como um dos grandes capítulos da Bíblia, pois revela a introdução do ministério do Espírito Santo. Jesus assegura aos discípulos que, mesmo partindo, eles não ficariam desamparados, pois o Espírito seria enviado para habitar e atuar em cada um. Atos 2 confirma que essa promessa não está limitada a um grupo específico, mas se estende a todos: filhos, filhas, servos e servas. O Espírito Santo é a pessoa de Deus dentro de nós, e seu derramar é a marca da era atual.
A promessa de Deus é clara: nos últimos dias, o Espírito seria derramado sobre toda carne, e filhos e filhas profetizariam. Diante das dificuldades de criar filhos neste século, a palavra desafia a reivindicar essa promessa para que o Espírito encha não só os adultos, mas também as novas gerações. A negligência em buscar o enchimento do Espírito é vista como desprezo ao próprio Espírito Santo, especialmente quando se trata da família. O chamado é para que maridos, esposas, filhos e filhas estejam todos cheios do Espírito, vivendo uma vida de serviço e profecia.
Oração no Espírito: Ordem, Sinceridade e Identificação
A oração é apresentada como o vínculo essencial para receber de Deus. Jesus ensina que tudo quanto for pedido em seu nome será feito, mas destaca que o objetivo é glorificar o Pai. A diferença entre “eu o farei” e “eu o rogarei” é mencionada como um ponto a ser aprofundado, mas o foco está em pedir em nome de Jesus, não apenas como fórmula, mas como identificação com Ele.
A ordem da oração não é rígida; o Espírito Santo conduz cada momento. Pode-se começar agradecendo, louvando ou pedindo, mas o essencial é orar no Espírito, como ensina Judas 20: edificar-se na fé, orando no Espírito Santo. A oração carnal, baseada apenas em pensamentos humanos, traz problemas nas petições. O segredo está em uma vida de oração conduzida pelo Espírito, onde grandes avivamentos foram gerados por intercessores cheios do Espírito.
Ao pedir, é importante evitar pedidos egoístas, voltados apenas para prazeres pessoais. A verdadeira comunhão na oração é marcada por entrega e rendição, mais do que por pedidos. A imagem das orações subindo ao trono, misturadas com incenso, aponta para a necessidade de sinceridade e foco na vontade de Deus. A ansiedade deve ser lançada sobre o Senhor, confiando que Ele cuida de cada necessidade. Oração não é afobação, mas quietude e confiança, reconhecendo que Deus é o tudo e merece tempo e atenção.
Sinceridade, Intercessão e Glorificação do Pai
A sinceridade é destacada como o segredo da experiência espiritual, como revelado nos Salmos. Não há uma regra fixa para a ordem da oração; o importante é ser verdadeiro diante de Deus, seja confessando pecados, pedindo socorro ou expressando angústia. A oração sincera traz alívio e transformação, como exemplificado pelo testemunho de uma mulher que, após meia hora de oração sincera, saiu renovada.
A oração deve priorizar os outros mais do que a si mesmo, seguindo o exemplo de Jesus, que orou por si em poucas ocasiões, sempre visando a glória de Deus. Orar no nome de Jesus significa identificação com Ele, não apenas uso do nome. Jesus, ao pedir por si em João 17, o fez porque havia glorificado o Pai e consumado a obra que lhe foi dada. Assim, a ousadia e confiança no pedir estão relacionadas à busca de glorificar o Pai em tudo.
Consumando a obra da oração, glorificamos a Deus e, assim como Jesus foi glorificado após cumprir sua missão, também seremos glorificados com Ele. A igreja é chamada a ser diferente, fervorosa, cheia do Espírito, cuidando dos interesses e da glória de Deus, buscando o reino e as coisas eternas, para que Cristo seja expressado através dela. Deus deseja avivar corações sedentos, revelar realidades espirituais profundas e transformar a igreja para sua glória.
Nossa resposta ao Senhor
A resposta é intensificar a oração, buscar o enchimento do Espírito Santo, entregar-se sinceramente diante de Deus e priorizar a glória do Pai em cada pedido. O Senhor deseja uma igreja fervorosa, cheia do Espírito, que ora com sinceridade e confiança, experimentando transformação e revelação para a glória de Deus.
Para guardar
- O Espírito Santo é a pessoa de Deus habitando e atuando em nós hoje.
- Orar no nome de Jesus é identificar-se com Ele, não apenas usar seu nome.
- A sinceridade e a busca pela glória de Deus são o centro de uma vida de oração eficaz.