Essência
O mundo e seus desejos são passageiros, mas a permanência está reservada àqueles que fazem a vontade de Deus. A verdadeira esperança da igreja não se apoia nas coisas terrenas, mas na promessa eterna de Cristo. O coração precisa estar inclinado para o reino de Deus, pois só assim se alcança a promessa e se evita a surpresa desagradável no dia do Senhor. A obediência à vontade de Deus é o caminho para a vida, e não há espaço para viver segundo a própria vontade na igreja.
O ponto de partida
A palavra nasce da convicção de que o mundo passa, mas quem faz a vontade de Deus permanece para sempre, conforme 1 João. O texto de Hebreus 10 é apresentado como base para refletir sobre a necessidade de paciência e confiança, para que, após fazer a vontade de Deus, se alcance a promessa.
Desenvolvimento da Palavra
O coração e o destino eterno
O mundo, com suas paixões e desejos, está destinado a passar. A igreja, porém, permanece, e por isso o coração do cristão deve estar voltado para o reino de Deus. A pergunta central ecoa: onde está o teu tesouro? O Espírito Santo convida cada um a examinar se o coração está em Cristo ou nas coisas passageiras deste mundo. Pedro afirma que tudo o que há no mundo será destruído, e apenas o que é incorruptível permanece diante de Deus. Até mesmo o corpo físico será trocado por um corpo incorruptível, para que se possa estar para sempre com o Senhor.
O reino de Cristo é eterno, um reino que destruirá todos os outros, inclusive o deste mundo. Por isso, é necessário refletir sobre onde está o coração e o tesouro de cada um. Muitos serão surpreendidos no dia do Senhor, como as virgens loucas que não estavam preparadas, pois lhes faltava unção e óleo. Não basta ser religioso; é preciso ser cristão autêntico, crer verdadeiramente em Cristo e em seu reino. O coração é o ponto de partida para a vida ou para a morte, e por isso é necessário guardá-lo acima de tudo, pois dele procedem as saídas da vida.
A vontade de Deus como critério absoluto
A confiança em Cristo traz grande recompensa, mas é preciso paciência para, após fazer a vontade de Deus, alcançar a promessa. Ninguém entra no reino dos céus sem fazer a vontade do Pai. Não basta confessar o nome do Senhor com os lábios; é necessário obedecer ao que Ele manda. Jesus mesmo afirmou que veio do céu não para fazer sua própria vontade, mas a vontade daquele que o enviou. Assim, também os filhos de Deus aprendem a obediência, muitas vezes por meio do sofrimento e da correção, pois o Pai corrige para o bem dos seus.
Há caminhos que parecem certos ao homem, mas o fim deles é a morte. Na igreja, só há lugar para uma vontade: a soberana vontade de Deus em Cristo Jesus. Aqueles que não aceitam de coração essa vontade acabam se afastando, pois pensam que podem viver segundo seus próprios desejos. Deus requer um posicionamento sério, e a obediência é o critério para permanecer na igreja e alcançar a promessa da vida eterna.
Submissão, oração e zelo pela igreja
A transição de uma vida segundo o curso deste mundo para uma vida em Cristo exige zelo pela vontade de Deus. O coração humano é enganoso, e sem preocupação com a vontade divina, facilmente se cai no erro de viver segundo a carne e os próprios pensamentos. A revelação consiste em pensar como Deus pensa, e isso só é possível buscando ao Senhor em oração.
A igreja primitiva consultava a vontade de Deus antes de qualquer decisão, e esse princípio precisa ser resgatado. Até mesmo para viajar, é necessário orar e buscar a direção do Senhor, pois agir sem essa cobertura é agir fora da vontade de Deus. A igreja é apresentada como a maior autoridade na terra, e submeter-se a ela é estar protegido e guardado. Valorizar a igreja é valorizar o corpo de Cristo, e toda decisão deve ser tomada em oração, buscando a vontade do Pai.
Jesus, desde jovem, tinha como prioridade cuidar dos negócios do Pai. O Pai deu testemunho do Filho, e Jesus amou a justiça e aborreceu a iniquidade. Assim também, cada cristão deve priorizar a vontade de Deus, amar a justiça e ter compromisso com o Senhor e com a igreja. Sem esse compromisso, a fé se torna vã e a vida cristã perde o sentido.
A exortação final é para que cada um se examine a si mesmo, provando se está na fé. O compromisso com a vontade de Deus é pessoal, e ninguém que faz a vontade do Senhor será reprovado. O tempo do fim está próximo, e é preciso ser sóbrio e vigilante em oração, buscando sempre conhecer e cumprir a vontade de Deus. Jesus passava noites em oração para saber a vontade do Pai, e esse deve ser o zelo de todo cristão: não fazer nada que não seja da vontade de Deus. Assim, a promessa será alcançada, e a vida será frutífera e abençoada.
Para guardar
- O coração revela onde está o verdadeiro tesouro.
- Fazer a vontade de Deus é o critério para permanecer e alcançar a promessa.
- A submissão à igreja e a oração são caminhos de proteção e frutificação.