Essência

A pandemia e os sofrimentos atuais são usados por Deus para restaurar a unidade do corpo de Cristo, trazendo de volta o mesmo sentimento que havia em Jesus: humildade, compaixão e amor puro. O sepultamento de Jesus revela o valor do seu corpo santo, imaculado e incontaminado, oferecido por nós, e destaca a coragem de discípulos ocultos como José de Arimateia e Nicodemos, que, movidos por grande amor, agiram no momento exato preparado por Deus. A identificação com Cristo em sua morte e ressurreição é o fundamento da nova vida, e a verdadeira grandeza está em obedecer e amar, mesmo quando não se está em evidência.

O ponto de partida

O Espírito Santo trouxe ao coração a razão para os tempos difíceis: Deus deseja restaurar na igreja a unidade de sentimento, conforme . Essa unidade vai além do Espírito; é o mesmo sentir de Cristo, marcado por conforto, consolo, comunhão, afetos e compaixões. O chamado é para que a igreja viva o mesmo sentimento de Cristo Jesus, humildade e dependência uns dos outros, para agradar a Deus.

Desenvolvimento da Palavra

O Corpo Santo de Cristo e a Identidade do Evangelho

Abrir a Bíblia é motivo de grande alegria e reverência, pois ela é o depósito e herança da igreja até a volta de Cristo. A Palavra é preciosa, doce e, por vezes, amarga, pois confronta e transforma. O tema central é o sepultamento de Jesus, mostrando que mesmo morto, seu corpo não perdeu valor. Dois homens, José de Arimateia e Nicodemos, cuidaram do corpo de Jesus com diligência, um exemplo digno de nota e registrado para recompensa eterna.

O corpo de Jesus era o único capaz de ser oferecido na cruz, pois toda a humanidade estava corrompida. O Pai preparou um corpo santo, gerado pelo Espírito Santo em Maria, para que Jesus pudesse efetuar a eterna salvação. revela que não fomos resgatados por coisas corruptíveis, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado. O corpo de Jesus foi maltratado, mas permaneceu puro, sem engano em sua boca, cumprindo Isaías 53.

A oferta do corpo de Cristo é a base da nossa santificação (,10). Assim como Ele se ofereceu, agora somos chamados a oferecer nossos corpos em sacrifício vivo. A comunhão verdadeira exige que o corpo seja lavado pela água purificadora do Senhor. O sepultamento de Jesus, realizado em um jardim, mostra que a vida e a glória da criação dependem do Salvador. Sem sua ressurreição, tudo estaria sem brilho e esperança. Mas, porque Ele ressuscitou, a criação aguarda a manifestação da glória dos filhos de Deus.

O sepultamento faz parte do Evangelho (), pois nos identificamos com Cristo em sua morte e ressurreição. Pelo batismo, somos sepultados com Ele e ressuscitados para uma nova vida (; ). Essa fé é afirmada no batismo e vivida na dependência do poder de Deus, não mais na força do velho homem.

José de Arimateia, Nicodemos e a Coragem Oculta

profetiza que Jesus teria sua sepultura com o rico, cumprido por José de Arimateia, um homem rico, discípulo de Jesus, membro respeitável do conselho e que esperava o reino de Deus. Apesar de sua posição, sua maior ambição era o reino, e sua maior riqueza, o amor por Jesus. No momento certo, ele agiu com ousadia, pedindo o corpo de Jesus a Pilatos, mesmo sendo antes um discípulo oculto por medo dos judeus.

Os evangelhos mostram diferentes aspectos de José: Mateus destaca sua riqueza, Marcos seu caráter e esperança, João sua condição de discípulo oculto. Isso revela que Deus conhece e valoriza aqueles que não estão em evidência. A verdadeira grandeza de José foi seu ato de amor e coragem, não sua posição social ou religiosa. Ele era amigo do Senhor, conhecido de Deus, mesmo sendo desconhecido dos homens.

Nicodemos, mencionado três vezes, também participou do sepultamento, trazendo especiarias para ungir Jesus. Inicialmente, buscou Jesus à noite, refletindo sua busca por luz e verdade. Jesus lhe ensinou sobre o novo nascimento, mostrando que só assim se pode ver o reino de Deus. No momento certo, Nicodemos saiu das sombras e participou ativamente do cuidado com o corpo do Senhor.

Deus sempre tem reservas, pessoas preparadas para agir no tempo certo, como os sete mil nos dias de Elias que não se dobraram a Baal (). Muitos servem a Deus ocultos, esperando o momento de se expor conforme a vontade do Senhor. Davi, por exemplo, serviu a Deus durante anos antes de assumir o trono, e nesse tempo surgiram muitos salmos e adoração. O sofrimento na vontade de Deus gera vida, louvor e cânticos.

O Chamado às Primeiras Obras e a Santidade

O Espírito Santo chama para não abandonar as primeiras obras, aquelas diretamente relacionadas a Deus. É preciso colocar Deus em primeiro lugar, antes das atividades seculares. A Palavra de Deus traz alegria e fogo, queimando a carne e estabelecendo a vontade do Senhor. A oração finaliza pedindo que o coração seja convencido pelo Espírito Santo a agradar a Deus em todo tempo, vivendo para glorificar Jesus.

Nossa resposta ao Senhor

A resposta é buscar a unidade de sentimento em Cristo, viver em humildade e amor puro, valorizar o corpo como templo do Senhor e estar pronto para agir com coragem e fé no momento preparado por Deus, sem buscar reconhecimento humano, mas desejando agradar ao Senhor acima de tudo.

Para guardar

  • O corpo de Cristo foi oferecido puro e santo para nossa salvação.
  • Deus valoriza e usa discípulos ocultos, conhecidos apenas por Ele.
  • A verdadeira grandeza está em amar e obedecer, mesmo sem reconhecimento humano.