Essência
Estar no conselho do Senhor, ouvindo e contemplando Sua palavra, é o fundamento para uma vida cristã plena. Em meio às crises, Deus revela Sua glória e chama Seu povo a uma atenção profunda e reverente à Sua voz. A verdadeira satisfação e propósito não vêm dos esforços humanos, mas de uma aliança eterna, concebida antes da criação, em que Cristo é o centro e a igreja é edificada para ser Sua morada. A edificação da casa de Deus só é completa quando há obediência, adoração e a manifestação da glória do Senhor entre Seu povo.
O ponto de partida
O ponto de partida é a leitura de Jeremias 23:18, destacando a necessidade de estar no conselho do Senhor para ver e ouvir Sua palavra, especialmente em tempos de crise. A experiência de visitar irmãos em Londrina, enfrentando lutas e enfermidades, reforça a urgência de buscar a presença e o conselho de Deus.
Desenvolvimento da Palavra
Ouvindo a Voz de Deus e a Satisfação que Vem Dele
A palavra de Deus é apresentada como essencial, especialmente em momentos de turbulência. Em todas as crises de Israel, Deus manifestava Sua glória, e assim também hoje, o chamado é para contemplar o Senhor. A compreensão humana é limitada, por isso é necessário reverência e oração para entender o que Deus fala. Muitas vezes, o povo ouve, mas não entende a linguagem de Deus, o que exige ainda mais atenção e sensibilidade espiritual.
Isaías 55 traz um alerta sobre buscar satisfação em coisas que não alimentam de verdade. Mesmo em meio à abundância, o coração humano permanece insatisfeito, pois só Deus pode preencher esse vazio. O convite é para ouvir atentamente, com o coração, e se deleitar naquilo que é bom, na gordura que representa a glória de Deus. A verdadeira vida está em ouvir a voz do Senhor, pois Ele faz uma aliança perpétua, baseada em Suas misericórdias e não em sacrifícios humanos.
Jeremias 7 reforça que Deus não pediu sacrifícios, mas obediência à Sua voz. O sacrifício definitivo já foi providenciado desde a fundação do mundo: Jesus Cristo. O pacto de Deus é ouvir o Filho, pois quem ouve Sua voz vive. Os mortos espirituais recebem vida ao ouvir o Filho de Deus, tornando-se parte do povo de um Deus vivo. A diferença entre o louvor dos ressuscitados e a música do mundo está na presença do Espírito Santo e na vida que flui de Deus.
O Propósito Eterno de Deus e a Edificação da Igreja
Deus concebeu tudo o que é eterno antes da criação do mundo. A igreja, a salvação e cada um dos Seus filhos foram pensados antes de tudo existir. Mesmo que o homem tenha vindo por último na criação, no pensamento de Deus ele foi o primeiro. Isso traz esperança: mesmo que hoje se esteja no chão, o destino final é a glória, pois Deus nunca faz nada sem um propósito glorioso.
A igreja foi criada para ser o lugar onde Deus deposita Sua glória. Quando unida a Cristo, ela se torna Sua plenitude, a esperança da glória. Mesmo diante de tribulações, o fim é triunfar com Cristo, pois o propósito de Deus é eterno e não será frustrado. O Cordeiro foi morto desde a fundação do mundo, garantindo que, mesmo diante da queda, já havia provisão para redenção.
O chamado é para ouvir o conselho de Deus, ver e tocar o Verbo, assim como João testemunhou. A obediência à voz de Deus é o pacto que estabelece a relação: Ele será o Deus do povo e o povo será Seu. A caminhada cristã não é medida pelo tamanho das obras, mas pela obediência à vontade de Deus. O galardão é dado àqueles que se inclinam e obedecem, seja em grandes feitos ou em pequenas ações cotidianas.
A Glória de Deus na Edificação e a Visão Celestial
A edificação da igreja é o propósito eterno de Deus, como revelado em Efésios: um povo santo, irrepreensível e cheio de amor, eleito em Cristo antes da fundação do mundo. A visão celestial é fundamental para não viver uma vida rasa, presa às coisas deste mundo. Os discípulos, por exemplo, esperavam um reino terreno, mas Jesus revelou um reino eterno e espiritual.
A verdadeira edificação não é apenas o ajuntamento, mas tornar-se morada de Deus em espírito. Paulo não foi desobediente à visão celestial, e assim também cada um é chamado a ter a visão de Cristo e do propósito final de Deus: revelar Seu Filho em todas as esferas do universo, começando pela igreja.
As crises e disciplinas de Deus trazem revelações gloriosas. Davi, ao ser disciplinado, descobriu o lugar da edificação da casa de Deus. Nas maiores dificuldades, aprendem-se as lições mais profundas. Josué, ao não consultar o Senhor, experimentou derrota, mostrando que a dependência de Deus é essencial.
O Monte Moriá, onde a obra da cruz foi revelada, é o fundamento da edificação da igreja. A obra só é completa quando há louvor e adoração agradáveis a Deus, resultando na manifestação da Sua glória. Quando a casa foi edificada e o louvor subiu como incenso, a glória do Senhor encheu o templo, impedindo até mesmo os sacerdotes de permanecerem em pé.
O Senhor aprova tanto a edificação quanto o serviço e a adoração na casa. A nuvem da glória é o sinal do Seu agrado. A edificação é um processo que Deus começou e levará até o fim, até o dia de Cristo. Por isso, é necessário confiar, não desanimar e manter os olhos no propósito final que Deus preparou.
Nossa resposta ao Senhor
A resposta é render-se ao propósito eterno de Deus, buscar satisfação apenas em Sua presença e pedir renovação de entendimento para compreender e viver segundo o pensamento elevado do Senhor. A oração final clama por essa compreensão e pela satisfação que só Cristo pode dar, reconhecendo que tudo foi concebido por Deus antes da criação e que a edificação da igreja é Sua obra.
Para guardar
- Ouvir e obedecer à voz de Deus é o fundamento da aliança.
- A edificação da igreja é o propósito eterno, concebido antes da criação.
- A glória do Senhor se manifesta onde há obediência, adoração e unidade.