Essência

A centralidade da fé em Jesus Cristo é o fundamento da verdadeira obra de Deus. Não se trata de ondas passageiras ou de buscar apenas bênçãos temporais, mas de crer naquele que Deus enviou, participar de Sua morte e ressurreição, e cooperar na edificação do Seu corpo. Essa fé se manifesta em vida abundante, ensino às gerações futuras e uma postura de perdão e edificação mútua.

O ponto de partida

A palavra nasce do reconhecimento do bem que o Senhor tem feito e da esperança em Sua vinda. A memória da morte do Senhor é celebrada, e é apresentado como texto central, destacando que a obra de Deus é crer em Jesus, o enviado do Pai.

Desenvolvimento da Palavra

A Centralidade da Fé em Cristo

A fé em Jesus Cristo é apresentada como a essência da obra de Deus. Não se trata de crer em qualquer coisa, mas especificamente naquele que Deus enviou. Muitas vezes, o povo de Deus se deixa levar por ondas e modismos: ora a ênfase está na cura, ora na prosperidade, ora em outros temas. No entanto, Jesus não é uma onda passageira, mas o Senhor e a vida abundante. A necessidade urgente do povo de Deus é crer em Jesus Cristo, e não apenas buscar benefícios temporais.

A verdadeira fé não se limita a milagres ou bênçãos materiais, mas se fundamenta na participação na morte e ressurreição de Cristo. O batismo é visto como símbolo dessa realidade espiritual: fomos co-participantes da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo, e agora estamos assentados com Ele nas regiões celestiais. Contudo, essa participação inclui também as aflições do tempo presente, pois quem participa das aflições de Cristo também participará de Sua glória. Rejeitar o sofrimento é rejeitar a possibilidade de compartilhar da glória do Senhor.

A salvação é apresentada como algo de valor incomparável: Deus enviaria Seu Filho mesmo que fosse para salvar apenas uma alma. O poder de ser feito filho de Deus é dado àqueles que creem em Seu nome, não apenas aos religiosos. O Evangelho pregado pelos apóstolos tinha como centro Jesus Cristo e Sua ressurreição, não promessas de prosperidade ou cura imediata. A vida eterna é o dom prometido aos que recebem a Cristo.

Transmitindo a Fé às Gerações e a Responsabilidade da Edificação

A transmissão da fé às próximas gerações é destacada como responsabilidade dos pais. O Salmo 78 é citado para mostrar que os pais devem ensinar aos filhos os louvores, as obras e a força do Senhor, para que a geração futura coloque sua esperança em Deus. Não basta criar filhos para objetivos terrenos; é preciso criá-los para Deus e para o propósito eterno. O ensino do louvor, recheado da Palavra e das obras de Deus, é fundamental para a formação espiritual das crianças.

A edificação da igreja é vista como uma obra coletiva, onde cada um é chamado a cooperar. A bênção da igreja é importante para quem é enviado a novos lugares, pois ali o Senhor ordena a bênção e a vida. O exemplo de Simão, que ajudou Jesus a carregar a cruz, ilustra como a cooperação, mesmo involuntária, pode ser incluída na história da redenção. Todos são chamados a serem participantes da vocação celestial, cooperadores da obra de Deus.

A semelhança com Cristo é apresentada como objetivo do propósito eterno de Deus. É necessário examinar a própria vida e considerar o quanto se está parecido com o Senhor. Aquele que diz estar em Cristo deve andar como Ele andou. Assim como o povo de Israel seguia a arca, que representava a presença e o caminho do Senhor, o cristão deve andar em Cristo, movendo-se quando Ele se move e parando quando Ele para.

Praticando a Edificação: Humildade, Suporte e Perdão

Efésios 4 é trazido para mostrar como se anda de modo digno da vocação: com humildade, mansidão, longanimidade e suportando uns aos outros em amor. O suporte mútuo é visto como prazer e responsabilidade, especialmente no contexto do casamento, onde o marido é chamado a suportar mais, seguindo o exemplo de Cristo que amou e se entregou pela igreja.

A cruz é apresentada como ponte para a vida. Sem tomar a cruz diariamente, não há novidade de vida. O ciclo cristão é de morte e ressurreição constantes, como o grão de trigo que precisa morrer para dar fruto. A edificação do corpo de Cristo depende da entrega diária à cruz e da disposição de morrer para si mesmo.

A prática da edificação passa também pelo uso das palavras. É necessário que nenhuma palavra torpe saia da boca, mas apenas as que promovem a edificação e dão graça aos ouvintes. Amargura, ira, cólera e gritaria devem ser removidas, e o remédio para a amargura é o perdão. Perdoar rapidamente impede que a ira se transforme em amargura duradoura. O perdão, assim como Deus nos perdoou em Cristo, é essencial para cooperar na edificação da casa de Deus.

Nossa resposta ao Senhor

A resposta prática é assumir o chamado de participar da obra de Deus, crendo em Jesus, transmitindo a fé às próximas gerações, cooperando na edificação da igreja e praticando o perdão. A oração final convida a entregar-se ao Senhor e ao Seu propósito.

Para guardar

  • A obra de Deus é crer em Jesus Cristo, o enviado do Pai.
  • A edificação do corpo de Cristo exige cooperação, ensino e perdão.
  • Tomar a cruz diariamente é o caminho para experimentar a vida abundante.