Não está (o homem moderno) confiando em si mesmo a fim de salvar-se, através de sua sinceridade e de seus esforços pessoais? Por que continua ele rejeitando ao Evangelho concernente a Jesus Cristo, à Sua morte expiatória e à Sua gloriosa ressurreição? Reflitamos uma vez mais na total insensatez e futilidade dessa atitude. Meditemos mais uma vez na tarefa com que nos defrontamos, e no que se exige de nós. Trata-se de algo inteiramente impossível para o homem, com seus esforços pessoais. Procuremos pensar no que significa estar na presença de Deus; e se você captar em qualquer medida o que isso significa, então será compelido a concordar com aquele* que escreveu:

Eterna luz! Eterna luz!

Quão pura deve ser a alma,

quando a envolve o Teu olhar;

não foge e, sim, com doce calma,

pode viver e Te mirar.

Se minha esfera natural

é escura e ignara, como ousar

ao Inefável me antepor

e, alma desnuda, suportar

este incriado resplendor?

Como pode alguém ser elevado à pureza perfeita? Como pode todo o nosso zelo e sinceridade fazer-nos chegar a esse verso: O caminho único foi esboçado no terceiro ponto:

Dispõe o homem de um caminho

a esse sublime e alto recanto:

Uma oblação sacrificial,

uma energia do Espírito Santo,

um Advogado divinal.

O Filho de Deus veio para morrer por nós e nossos pecados. Agora Ele se oferece para revestir-nos com Sua própria justiça, e para apresentar-nos inculpáveis diante de Deus, na eternidade. Não há necessidade de continuarmos a nos esgotar em esforços vãos. Já não há necessidade de heroísmos… Tudo quanto há em nós não basta. Mas Cristo é todo-suficiente… “Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” ().

* Thomas Binney