Também, somente o Espírito Santo é quem nos pode dar verdadeira compreensão espiritual das Escrituras, entendimento da doutrina. João o esclarece bem (). Ele fala dos “anticristos”, aquelas pessoas que tinham estado na Igreja e saíram, porquanto não eram dela. Achavam que eram elementos convertidos e tinham sido aceitos como tais. Mas agora, tinham saído. Na verdade, nunca foram crentes verdadeiros… A questão que surge é: “como podemos diferenciá-los?” como poderiam esses incultos cristãos da igreja primitiva, na maioria escravos, discriminar esses pontos? João diz: “E vós possuís unção que vem do Santo, e todos tendes conhecimento”. Ele repete isso no versículo 27: “A unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine”.

Há uma unção dada pelo Espírito Santo que nos dá entendimento. Assim é que muitas vezes tem sucedido na longa história da Igreja que certas pessoas indoutas, mais ou menos iletradas, têm sido capazes de distinguir entre a verdade e o erro muito melhor do que os grandes doutores da Igreja. Eram suficientemente singelos para confiar-se àquela “unção”, e assim podiam discernir as diferenças e quais as coisas que não estavam de acordo. O piedoso Samuel Rutherford, aquele poderoso homem de Deus que viveu a trezentos anos na Escócia, fez um dia o seguinte comentário: “Se você quer ser um teólogo profundo, recomendo-lhe a santificação”. Em última instância, o meio para compreender as Escrituras, e toda a teologia, é tornar-se santo. É estar sob a autoridade do Espírito. É ser conduzido pelo Espírito.