Temos que salientar o fato de que há somente “um Senhor”. Esta verdade constituiu a própria essência da pregação apostólica. Pedro a afirma inequívoca e corajosamente, quando ele e João sofrem acusação perante as autoridades. “Abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (). Não há nenhum outro! Não há nenhum segundo nome! Você não pode pôr ninguém em posição ao lado dEle. Ele é absolutamente único. Ele não é apenas homem, ou mestre, ou profeta. Ele é o Filho de Deus! Ele é o Senhor da glória que Se revestiu da natureza humana! “Um só Senhor, Jesus Cristo” - e não há outro. Paulo o expressa nos termos desta memorável declaração: “Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu, ou sobre a terra… todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as cousas, e para quem existimos; e um só Senhor Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas e nós também por ele” (). Ele volta a expressar a mesma verdade em : “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” essencial.

A unidade é a unidade daqueles que crêem que há somente “um Senhor”, e que Ele é tão perfeito, e que a Sua obra é tão perfeita, que Ele não precisa da ajuda de ninguém. Não há nenhuma “co-redentora”, como os católicos romanos pretendem que Maria seja. Não há necessidade de nenhum assistente. O cristão não precisa da supererrogação dos santos, nem tem por que dirigir-lhes orações. Há somente um Mediador, e Ele nos basta! Ele é completo em Si e de Si, e não é preciso acrescentar nada nem a Ele nem à Sua obra perfeita e plenamente consumada… Olhamos para este Senhor único, e não olhamos para ninguém senão Ele. Ele é o primeiro e o último, o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim; Ele é tudo e em tudo… “um só Senhor”!