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5 de março – Retrato da fé genuína

Quais as características do verdadeiro cristão?… É que ele “faz a vontade do meu Pai que está no céu”…

A primeira parte da resposta consiste em deixar claro o que isto não significa… Evidentemente não significa “justificação pelas obras”… A primeira afirmação (contida nas bem-aventuranças) é: “Bem-aventurados os pobres de espírito”. Podemos esforçar-nos desde agora até o dia da nossa morte, e nunca nos tornaremos “pobres de espírito” e nunca poderemos moldar-nos a nenhuma das bem-aventuranças…

Tampouco se trata do ensino de perfeição sem mancha de pecado. Muita gente lê esses quadros do final do Sermão da Montanha e se põe a dizer que eles significam que a única pessoa a quem se permite ou que pode entrar no reino dos céus é aquela que, havendo lido o Sermão da Montanha, põe em prática cada um de seus pormenores, sempre e em toda parte. Também isso é obviamente impossível. Se fosse esse o ensinamento, então poderíamos estar mais que certos de que nunca houve nem haverá um só cristão no mundo…

Do que se trata, então? Não é outra coisa senão a doutrina que Tiago, em sua Epístola, resume nas palavras: “A fé sem obras é morta”. Aí está simplesmente uma perfeita definição da fé. A fé sem obras não é fé, é morta. Nunca é fácil a vida da fé; a fé é sempre prática. A diferença entre a fé e o assentimento intelectual está em que o assentimento intelectual diz apenas: “Senhor, Senhor”, mas não faz a vontade de Deus. Em outras palavras, embora eu possa dizer: “Senhor, Senhor” ao Senhor Jesus Cristo, não tem sentido, a não ser que eu O considere meu Senhor e com boa vontade me torne Seu escravo. Se eu não Lhe obedeço, as minhas palavras serão ociosas e não terei motivo para dizer: “Senhor, Senhor”. A fé sem obras é morta.

Extraído do devocional “Mensagem para hoje – Leituras diárias selecionadas das obras de D. M. Lloyd-Jones” – sob autorização da Editora PES

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