Sigamos (Habacuque) quando ele aplica este método aos dois principais problemas que o perturbavam…
(a) Deus é eterno. Depois de expor sua dificuldade, o profeta declara: “Não és tu desde a eternidade?” (1.12). Percebe-se, ele está firmando uma proposição. Esquecendo por um instante o problema imediato, pergunta a si próprio o que sabe com certeza acerca de Deus… Acabara de dizer (1.11) que os caldeus, jubilosos com seus sucessos, julgavam que seu poder era o seu deus; e… Começou a pensar: “O deus deles – que é o deus deles? Precisamente uma coisa que eles mesmos fizeram (cf. Isaías 46). Deus… O Deus eterno… Não é como os deuses a que os homens adoram… É Deus de eternidade a eternidade… Precedeu à história; criou a história. Seu trono está acima do mundo e fora dos limites do tempo. O sempiterno Deus reina na eternidade”.
(b) Deus tem existência autônoma… É o eterno EU SOU… O nome “Eu Sou o que Sou” significa: “Eu sou o absoluto, o Ser auto-existente”. Aí está um segundo princípio vital. Deus não é, em sentido algum, dependente do que quer que seja que sucede no mundo… Não só Ele não depende do mundo como também nunca teria tido necessidade de criá-lo, se não o quisesse. A tremenda verdade sobre a Trindade é que uma vida eternamente auto-existente reside na Deidade – Pai, Filho e Espírito Santo. Eis de novo a esplêndida segurança… O problema começa a desvanecer-se.
(c) Deus é santo… Completa e absolutamente justo e santo, “um fogo consumidor”. “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma”. E no instante em que você encara as Escrituras assim, é força a inquirir: “Pode o Senhor da terra fazer o que não é reto?”. Tal coisa é inimaginável.
(d) Deus é todo-poderoso… O Deus que do nada criou o mundo inteiro, que disse: “Haja luz”, e houve luz, tem poder absoluto; Ele tem poder ilimitável. Ele é “a Rocha”.
(continua em 4 de março)
Extraído do devocional “Mensagem para hoje – Leituras diárias selecionadas das obras de D. M. Lloyd-Jones” – sob autorização da Editora PES
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