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24 de março – Cristo morreu por meu pecado

(A falta de convicção de pecado) é em especial o problema de todos quantos foram criados de maneira religiosa ou cristã. Muitas vezes a sua principal dificuldade é a ideia errônea que têm do pecado.

Lembro-me… de uma mulher que fora criada num lar muito religioso, que sempre frequentara um lugar de culto e estivera ocupada e ativamente engajada na vida da igreja. Ela era então membro de uma igreja em que havia certo número de pessoas que subitamente se tinham convertido do mundo e de vários tipos de vida má – alcoolismo e coisas que tais. Recordo bem o que ela me disse: “o senhor sabe, eu quase preferiria não ter sido criada como fui. Gostaria de ter vivido a espécie de vida que elas tiveram para que agora eu pudesse ter a maravilhosa experiência deles”. Que queria dizer ela? O que ela estava querendo dizer, de fato, é que ela nunca se vira a si mesma como pecadora. Por que não? Há muitas razões. Os que são dessa espécie de gente só pensam no pecado em termos de atos, em termos de pecados. Não só isso, mas em termos de certas ações específicas somente.

Dessa maneira, sua tendência é pensar que, uma vez que não são culpados dessas coisas específicas, não são pecadores de jeito nenhum. Na verdade, expressam seu pensamento com clareza, às vezes, dizendo: “Realmente, nunca pensei em mim mesmo como pecador; mas decerto não é de admirar, porquanto desde o princípio minha vida tem sido resguardada. Nunca fui tentado a praticar essas coisas, e, portanto, não é surpreendente que eu jamais me haja sentido pecador”. Pois bem, aí vemos a própria essência dessa falha. Pensam em termos de ações, de ações específicas, de comparações com outras pessoas e suas experiências, e assim por diante. Por essa razão, nunca sentiram a convicção de serem pecadores, porque nunca chegaram a ver com clareza sua completa e absoluta necessidade do Senhor Jesus Cristo. Ouviram pregar que Cristo morreu por nossos pecados e dizem que creem nisso; mas nunca tiveram real conhecimento dessa necessidade com relação a si próprios.

Extraído do devocional “Mensagem para hoje – Leituras diárias selecionadas das obras de D. M. Lloyd-Jones” – sob autorização da Editora PES

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