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23 março – Como orar (cont. de 22 março)

Você sabe que a essência da oração genuína se acha nas duas palavras de (Mateus 6), versículo nono: “Pai Nosso”?… Se você pode dizer de coração, seja qual for a sua condição: “Meu Pai”, em certo sentido já está respondida a oração…

Há pessoas que crêem que orar é boa coisa porque sempre nos faz bem. Aduzem várias razões psicológicas. É claro que isso não é oração como a entende a Bíblia. Orar significa falar com Deus, esquecer-nos de nós mesmos, e conscientizar-nos da Sua presença. Há outros, ainda… que acham que… a oração deve ser bem curta e definida, e que só se deve fazer uma única petição específica. Isso não corresponde fielmente ao ensino da Bíblia sobre a oração.

Examine qualquer das grandes orações (da Bíblia)… Nenhuma delas é simplesmente o que poderíamos chamar de oração “tipo-negócio” , que dá a Deus apenas o conhecimento de uma súplica, e então termina. Toda oração registrada na Bíblia começa com invocação… Temos um grande e esplêndido exemplo disso no nono capítulo de Daniel. Ali o profeta, em meio a terrível perplexidade, ora a Deus. Mas não começa imediatamente com sua petição; começa louvando a Deus. Um Jeremias perplexo faz a mesma coisa… não se precipita a buscar a presença de Deus por essa única questão; Começa prestando culto a Deus. E isto é o que você verá em todas as orações registradas.

Na verdade, é o que você vê na grande oração sacerdotal do Sumo Sacerdote e Senhor nosso, registrada em João 17. Você poderá lembrar também como Paulo, escrevendo aos Filipenses, expressa o assunto. Diz ele: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, pela oração e pela súplica, com ações de graça, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições” (Filipenses 4.6, mantida a ordem dos termos do original). Essa é a ordem. Devemos sempre começar com a invocação.

Extraído do devocional “Mensagem para hoje – Leituras diárias selecionadas das obras de D. M. Lloyd-Jones” – sob autorização da Editora PES

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