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17 de março – “O escândalo da cruz”

Houve tempo em que era verdade dizer que as multidões… Reconheciam a veracidade do Evangelho… Mas deixavam de pô-lo em prática. Pode ser que foram além e se opuseram às suas exigências morais e éticas mais estritas. Mas assim mesmo lhe estavam pagando tributo e erguendo barricadas de defesa para o pecado e a fraqueza delas mesmas. Naqueles dias o Evangelho era reconhecido como algo que apresenta o melhor modo de vida… Essa foi a situação outrora. Já não é assim, porém… A atitude geral para com o Evangelho mudou completamente… Hoje ele está sofrendo ativos ataques e oposição. Na verdade, chegamos a um estágio ulterior àquele; ele está sendo ridicularizado e menosprezado. A pretensão hoje em dia, é que o Evangelho é uma coisa que nenhuma pessoa instruída e razoável pode aceitar ou crer. É posto na categoria de folclore e superstição… Tudo isso pode ser provado, contesta-se, pelo avanço do saber, pelo resultado dos descobrimentos científicos, e pela luz que a psicologia lançou sobre a natureza humana e seu estranho comportamento. Certos aspectos do ensino moral do Evangelho são aceitos e elogiados, havendo, contudo, quem rejeite até isso, mas, quanto às reivindicações centrais do Evangelho… Todas estas coisas são rejeitadas com desdém e sarcasmo.

Segundo o homem moderno, a salvação deve ser buscada no pleno uso das capacidades e poderes humanos que podem ser exercitados pelo saber e pela educação. O homem deve salvar-se a si próprio; o homem pode salvar-se a si próprio… E se alguém se aventura… A dizer que o Evangelho é a única esperança da humanidade… Aos berros lhe dirão que ele é lunático ou doido.

Todavia, é precisa e exatamente isso que afirmamos hoje, como Paulo o fez há tanto tempo… Não hesitamos em proclamar que a única esperança dos homens está em crer no Evangelho de Cristo.

Extraído do devocional “Mensagem para hoje – Leituras diárias selecionadas das obras de D. M. Lloyd-Jones” – sob autorização da Editora PES

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