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16 de março – A oração modelo

(A oração do “Pai Nosso”) é sem dúvida a oração modelar. O próprio modo como o Senhor a introduz o indica… Ela realmente abrange tudo, em princípio. Há um sentido em que não se pode acrescentar nada à oração do “Pai Nosso”; ela não omite nada. Isto não significa, é claro, que quando oramos devemos simplesmente repetir a oração do “Pai Nosso” e parar nisso, pois… Não foi o que o próprio Senhor fez… Ele passava noites inteiras em oração; muitas vezes Ele se levantava muito antes da alvorada e orava durante horas. Você verá sempre, nas vidas dos expoentes da fé cristã, que eles passavam horas em oração. João Wesley costumava dizer que não tinha em muito alto conceito qualquer cristão que não orasse pelo menos quatro horas por dia…

(A oração do “Pai Nosso”) de fato contém todos os princípios… É como um esboço… Os princípios estão todos ali, e você não lhes pode acrescentar nada. Você pode examinar a oração mais comprida já elevada por um herói da fé, e verá que ela pode ser reduzida a esses princípios… Veja a oração sacerdotal, feita por nosso Senhor, como o Sumo Sacerdote por excelência (João 17). Se você a analisar em termos de princípios, verá que ela pode ser reduzida aos princípios desta oração modelo.

A oração do “Pai Nosso” abrange tudo; e tudo que temos que fazer é tomar estes princípios e empregá-los e expandi-los e basear neles toda e qualquer petição que pretendamos fazer… Creio que você concordará com Agostinho e Martinho Lutero, e muitos outros cristãos fiéis que diziam que a oração do “Pai Nosso” é a coisa mais maravilhosa da Bíblia. A economia, a maneira pela qual Ele resume tudo e o reduz a apenas umas poucas frases, é algo que seguramente proclama o fato de que Aquele que a ensinou originalmente não é outro senão o próprio Filho de Deus.

Extraído do devocional “Mensagem para hoje – Leituras diárias selecionadas das obras de D. M. Lloyd-Jones” – sob autorização da Editora PES

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