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11 de março – Sempre à vista do meu Chefe divino

Todo o capítulo 6 (de Mateus), opino, refere-se ao cristão a viver sua vida na presença de Deus, em ativa submissão a Ele e na inteira dependência dEle… Considere, por exemplo, o primeiro versículo: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte não tereis galardão junto de vosso Pai celeste”. E vai nesse tom do começo ao fim… “Portanto não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos?… Ou: Com que nos vestiremos?… Pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas estas cousas; buscai, pois, em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas”. Aí está, repito, a descrição do cristão como alguém que sabe que está sempre na presença de Deus, de modo que o que lhe interessa não é a impressão que causa às outras pessoas, e, sim, suas relações com Deus. Assim, quando ele ora, não está interessado no que os outros estejam pensando, se estão apreciando ou criticando suas orações; sabe que está na presença de Deus, e ora a Deus. Também ao dar esmolas, é Deus que ele tem em mente o tempo todo. Além disso, quando enfrenta problemas na vida, sua necessidade de alimentos e roupas, sua reação face aos eventos externos – ¬tudo ele vê à luz do relacionamento que mantém com o Pai. Esse é um princípio deveras importante para a vida cristã.

Depois, o capítulo 7 pode ser visto, de modo geral, como um relato descritivo do cristão como alguém que vive sempre sob o juízo de Deus e no temor de Deus. “Não julgueis para que não sejais julgados”. “Entrai pela porta estreita”. “Acautelai-vos dos falsos profetas”. “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus”. Ademais, o cristão é comparado ao homem que constrói uma casa que sabe que vai ser submetida à prova.

Extraído do devocional “Mensagem para hoje – Leituras diárias selecionadas das obras de D. M. Lloyd-Jones” – sob autorização da Editora PES

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