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8 de fevereiro – Do mundo de pecado e ruído atroz, de correrias loucas, me afastei. Pela voz interior, a tênue voz, com humilde temor esperarei

A fim de sentir a certeza de que me estou aproximando de Deus, devo excluir certas coisas. Devo entrar no quarto (a que se refere Mateus 6.6). Ora, que significa isso?
…O princípio é que há certas coisas às quais devemos excluir, seja que estejamos orando em público ou em secreto. Eis algumas delas. Você deve deixar para fora e esquecer as outras pessoas. Depois você precisa excluir e esquecer-se a si próprio. Isso é o que significa entrar no teu quarto. Você pode entrar nesse quarto enquanto caminha sozinho por uma rua movimentada, ou quando vai de um cômodo a outro numa casa. Você entra nesse quarto quando está em comunhão com Deus e ninguém sabe o que você está fazendo. Mas, se se trata de um real ato de oração em público, pode-se fazer a mesma coisa… O que me esforço por fazer quando subo a um púlpito é, em certo sentido, esquecer a congregação presente. Não oro aos que estão ali reunidos, não me dirijo a eles; não é a eles que falo. Falo com Deus, a Deus dirijo a oração, de modo que tenho de excluir e esquecer o povo. Sim, e havendo feito isso, excluo e me esqueço de mim mesmo. Isso é o que o Senhor nos manda fazer. Não haverá valor algum em entrar eu na câmara secreta e fechar a porta, se ficar o tempo todo cheio de mim, pensando em mim e me orgulhando da minha oração. Seria a mesma coisa como ficar de pé na esquina de uma rua. Não. Tenho que excluir-me a mim mesmo, bem como aos demais; meu coração tem de ficar inteiramente aberto para Deus, e só para Deus. Digo com o salmista: “Dispõe o meu coração para temer o teu nome. Louvar-te-ei, ó Senhor Deus meu, de todo o meu coração”. Isto pertence à própria essência deste assunto de oração. Quando formos orar, precisaremos lembrar-nos deliberadamente a nós mesmos que vamos falar com Deus. Portanto, as outras pessoas e o nosso próprio eu precisam ser excluídos e deixados de fora.

Extraído do devocional “Mensagem para hoje – Leituras diárias selecionadas das obras de D. M. Lloyd-Jones” – sob autorização da Editora PES

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