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25 de fevereiro – Veja o quadro todo – então verá cada parte

A razão, pois, porque creio que nos é importante encarar o Sermão (da Montanha) como um todo, antes de ir aos pormenores, é este constante perigo de não perceber a verdade central no meio das minúcias. Todos estamos dispostos a fixar-nos em certas declarações específicas e a concentrar-nos nelas às expensas de outras. O modo de corrigir essa tendência, creio eu, é entender que nenhuma parte deste sermão pode ser bem compreendida senão à luz do todo. Alguns bons amigos já me disseram: “Vou achar muito interessante quando você chegar a expor exatamente o que quer dizer: Dá a quem te pede”, etc. Isso revela falsa atitude para com o Sermão da Montanha. Saltaram para declarações específicas. Há grande perigo nesse ponto. Se posso fazer tal comparação, o Sermão da Montanha é como uma grande composição musical, como uma sinfonia, por exemplo. Pois bem, o todo é mais do que mera coleção de partes, e jamais devemos perder de vista esse conjunto global. Não vacilo em afirmar que, se não compreendermos e não captarmos o Sermão da Montanha como um todo, não poderemos entender apropriadamente nenhuma de suas injunções individuais. Quero dizer que é ocioso, vão e fútil confrontar alguém com qualquer injunção específica do Sermão da Montanha, a não ser que essa pessoa já creia e aceite as bem-aventuranças, tenha-se, de fato, amoldado a elas, e as esteja vivendo.

Extraído do devocional “Mensagem para hoje – Leituras diárias selecionadas das obras de D. M. Lloyd-Jones” – sob autorização da Editora PES

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