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1º de fevereiro – Eis que faço novas todas as coisas

Se este quadro (Mateus 6.5-8)* não nos persuade de nossa total pecaminosidade, de nossa condição desesperada bem como de desamparo, se não nos faz ver a necessidade que temos da graça de Deus para a salvação, do perdão, do novo nascimento e da nova natureza, então não sei de nenhuma outra coisa que possa persuadir-nos dessas verdades. Vemos aí um poderoso argumento em prol da doutrina neo-testamentária da absoluta necessidade do novo nascimento, porque o pecado é questão de disposição, algo que faz parte tão vital e profunda de nós que nos acompanha até à presença de Deus. Siga, porém, este argumento além desta vida e deste mundo, além da morte e do sepulcro, e se contemple a si mesmo na presença de Deus, na eternidade, para todo o sempre. O novo nascimento não é um elemento pura e simplesmente essencial? Aqui, pois, nestas instruções sobre a piedade e a conduta da vida religiosa, temos implícita, em quase cada uma das afirmações, esta doutrina neo-testamentária de suma Importância da regeneração e da natureza do homem novo em Cristo Jesus. Na verdade, podemos ir além, e dizer que mesmo que tenhamos nascido de novo… ainda precisamos destas instruções. Elas foram dadas por nosso Senhor ao povo cristão, e não aos não-cristãos. É a exortação que Cristo faz aos que já nasceram de novo; mesmo estes têm que tomar cuidado, pois há o perigo de que, em suas orações e devoções, venham a fazer-se culpados da hipocrisia dos fariseus.

* ”E quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, orarás a teu Pai que está em secreto; e teu Pai: que vê em secreto, te recompensará. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais”.

Extraído do devocional “Mensagem para hoje – Leituras diárias selecionadas das obras de D. M. Lloyd-Jones” – sob autorização da Editora PES

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