Em certa época, o Ministro da Justiça do governo indiano era um grande homem chamado dr. Ambedkar, ele próprio pária e líder dos párias da Índia. Notem a que me refiro, ele estava muito interessado nos ensinamentos do budismo, e comparecera a uma grande conferência de vinte e sete países, no Ceilão, reunida para a instalação de uma aliança mundial do budismo… Naquela conferência, disse ele: “Estou aqui para ver até que ponto há dinâmica na religião budista, no que diz respeito ao povo desta nação”. Ali estava o líder dos párias a voltar-se para o budismo e a examiná-lo. Ele fez esta pergunta: “…Tem ele alguma coisa para dar às multidões de párias, a que pertenço?” …Mas a verdadeira tragédia com relação a esse homem capaz e culto é que ele já havia passado muito tempo na América e na Grã-Bretanha, estudando o cristianismo. E, porque o achara sem vida, porque não vira nele dinamismo, voltava-se agora para o budismo… Esse é o desafio para você e para mim. Bem sabemos que o budismo não é a resposta. Declaramo-nos crentes em que o Filho de Deus veio ao mundo e enviou-nos o Seu Santo Espírito, com Seu poder absoluto, para residir nos homens e levá-los a viverem uma qualidade de vida semelhante à dEle…
Se tão-somente estivéssemos vivendo, todos nós, o Sermão da Montanha, os homens saberiam que o Evangelho tem vida; não estariam a procura de mais nada. Diriam: “Aqui está”… Tem acontecido sempre que, quando homens e mulheres levaram a sério este sermão e se encararam a si mesmos à luz dele, um genuíno avivamento surgiu. E quando o mundo vê um cristão de verdade, não se sente apenas condenado, mas atraído e interessado.
Extraído do devocional “Mensagem para hoje – Leituras diárias selecionadas das obras de D. M. Lloyd-Jones” – sob autorização da Editora PES
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