Para (os incrédulos) Jesus Cristo foi apenas um homem que recebeu os primeiros cuidados de recém-nascido numa simples manjedoura, viveu, alimentou-se e bebeu como os demais seres humanos, e trabalhou como carpinteiro. Depois foi crucificado, na mais completa fraqueza. “Esses são os fatos”, dizem eles, “e vão querer que eu creia que ele é o Filho de Deus? Impossível”… Pensam apenas num plano racional… E assim é o pensamento racional. Você lhes fala da doutrina do novo nascimento, e eles dizem: “É claro que coisas desse tipo não acontecem; não há milagres… uma vez que se fale em milagres, já se estará violando as leis da natureza”. Como disse Matthew Arnold: “Milagres não podem acontecer; logo, não aconteceram milagres”. É assim o pensamento racional.
… Antes de alguém tornar-se cristão, tem que parar de pensar desse modo. Deve adotar novo tipo de pensamento; tem que começar a pensar espiritualmente… quando nos tornamos cristãos… descobrimos que passamos a pensar de maneira diferente. Ficamos noutro nível… os milagres já não são problemas, o novo nascimento já não é problema, a doutrina da expiação já não é problema. Temos um novo entendimento, raciocinamos espiritualmente. Nosso Senhor foi visitado por Nicodemos, que… disse: “Senhor, tenho observado os teus milagres; por certo tu és um Mestre, vindo da parte de Deus, pois ninguém pode fazer as coisas que fazes se Deus não estiver com ele”. E certamente estava querendo acrescentar: “Dize-me como o fazes…” Mas o Senhor olhou para ele e … o que disse a Nicodemos significa o seguinte: “Nicodemos, se achas que podes compreender isto antes que suceda contigo, cometes um erro e tanto. Jamais serás um cristão desse jeito… estás tentando compreender coisas espirituais com o teu entendimento natural. Mas não podes. Embora sejas mestre em Israel, terás de nascer de novo… é preciso que te dês conta de que a natureza deste novo tipo de raciocínio é espiritual”.
Extraído do devocional “Mensagem para hoje – Leituras diárias selecionadas das obras de D. M. Lloyd-Jones” – sob autorização da Editora PES
Comments are closed.