Antes de começarmos a falar da liberdade de auto-expressão precisamos verificar se possuímos ou não aquele verdadeiro “eu” que Deus desejou que tivessem todos os seres humanos. Se a nós falta o mesmo, não o podemos expressar, e não seremos capazes de devolvê-lo a Deus e prestar relatório acerca do mesmo, no terrível Dia do Juízo. A grande e urgente indagação, pois, que confronta todo ser humano, é a seguinte: Que sucedeu ao próprio “eu”? Você possui sob domínio a sua própria alma? O seu verdadeiro “eu” ainda existe? A visão e a faculdade divinas continuam ali presentes? A sua alma continua viva?… O homem não tem poder para reabilitar o seu verdadeiro “eu”. Não pode encontrar a Deus.
O homem pode perder a sua própria alma, mas nunca mais poderá achá-la de volta. Pode matá-la e destruí-la, mas não a pode criar de novo… Porém… “o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido” (Lucas 19.10). Jesus de Nazaré, o Filho de Deus, veio à terra, viveu, morreu e ressuscitou a fim de salvar o pecador. Ele suportou o castigo que nós merecemos, devido ao nosso pecado, e por havermos estragado e manchado a imagem de Deus em nós. Há mais, porém: Ele nos restaura a alma. Ele nos confere uma nova natureza e nos enche com um poder que nos capacita a expressar esse novo e verdadeiro “eu”, conforme Ele mesmo o expressou. Essa forma de auto-expressão manifesta o homem como filho de Deus, agradável aos olhos do Pai celeste, e como herdeiro da vida eterna.
A Bíblia, por conseguinte, nos exorta a renunciarmos aos prazeres transitórios do pecado e a acharmos em Jesus Cristo o nosso verdadeiro “eu”. E com essa finalidade que ela nos exorta a negar-nos a nós mesmos, e a cortar mão ou pé, a arrancar um olho, a fazer qualquer coisa que seja necessária, a fim de servirmos aos melhores e mais elevados interesses do verdadeiro ser pessoal, pois a Escritura nos adverte: “Melhor é entrares na vida manco ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno”.
Extraído do devocional “Mensagem para hoje – Leituras diárias selecionadas das obras de D. M. Lloyd-Jones” – sob autorização da Editora PES
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