O caso contra este ensino moderno (o da auto-expressão) ainda não foi completamente exposto… ele ignora negligentemente o destino final deste nosso próprio “eu”… e o faz de um ponto-de-vista meramente humano e terreno… Há, porém, um ponto-de-vista mais alto, que é infinitamente mais importante, e que tal ensino também ignora totalmente. Nosso Senhor diz: “Melhor é entrares na vida manco ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno”… No plano puramente humano… esta questão de auto-expressão é extremamente degradante para o verdadeiro “eu”. Mas, além e acima desse plano, há o ponto-de-vista de Deus a nosso respeito, que é de conseqüências infinitamente maiores, pois estamos em Suas mãos e Ele é o Juiz eterno. Na Bíblia há um claro e abundante testemunho de que o que importa é a opinião que Deus tem de nossa personalidade… Deus conferiu ao homem natureza e ser semelhantes aos Seus. Ele criou o homem à Sua própria imagem. Soprou sobre ele o sopro da vida e o fez alma vivente. Essa alma é dom de Deus para nós. É o tesouro de cuja responsabilidade e guarda nos incumbiu. Esse é o “eu” que Ele pede que expressemos, e espera que expressemos. E, no final da vida e do tempo, Ele julgará a nossa realização. O padrão para o julgamento será a lei moral, conforme foi dada a Moisés, os ensinamentos dos profetas, o Sermão da Montanha, e, acima de tudo, o conhecimento que, pela fé, temos dEle, bem como nossa aproximação à vida vivida por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Pois a autêntica auto-expressão foi revelada em Cristo, de modo perfeito e de uma vez por todas. Portanto, a questão que todos teremos de enfrentar é: O que você tem feito por meio do seu próprio “eu”? Como é que você o tem expressado? As conseqüências são eternas – vida ou morte, céu ou inferno.
Extraído do devocional “Mensagem para hoje – Leituras diárias selecionadas das obras de D. M. Lloyd-Jones” – sob autorização da Editora PES
Comments are closed.