A vida cristã é sempre uma questão de balança e equilíbrio. É vida que dá a impressão de ser auto contraditória… Lendo o Sermão do Monte, nos deparamos com algo desta sorte: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. Lemos depois: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte não tereis galardão junto de vosso Pai celeste”. Ao ver isto, alguém pode dizer: “Bem, que hei de fazer? Se devo fazer todas essas coisas em segredo… como saberão os outros que as faço, e como será possível que verão a luz que brilha em mim?”.
Mas, naturalmente, isso não passa de contradição superficial… somos chamados para praticar ambas as coisas simultaneamente. O cristão deve viver de tal modo que os homens, olhando para ele e vendo a qualidade da sua vida, glorificarão a Deus. Ao mesmo tempo, ele precisa lembrar que não deve fazer as coisas a fim de atrair a atenção para si próprio. Não deve alimentar o desejo de ser visto pelos homens; nunca deve preocupar-se consigo mesmo. Mas, é claro, esse equilíbrio é fino e delicado; com demasiada freqüência tendemos a ir para um extremo ou outro… Mas aqui somos chamados a evitar ambos os extremos. É vida delicada, é vida sensível, mas se nossa abordagem for feita de maneira correta, e sob a orientação do Espírito Santo, o equilíbrio poderá ser mantido… Nunca olvidemos isto: o cristão deve, ao mesmo tempo, estar atraindo atenção sobre si e, contudo, não atrair atenção para si.
Extraído do devocional “Mensagem para hoje – Leituras diárias selecionadas das obras de D. M. Lloyd-Jones” – sob autorização da Editora PES
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